Menos barulho, por favor!

Obras, buzinas, baladas: são muitos os vilões que perturbam o sossego dos paulistanos. Desafio é ampliar fiscalização da lei

O Estado de S.Paulo

25 Janeiro 2013 | 02h10

"Não há preço que pague uma boa noite de sono." A afirmação é do autor da ideia ganhadora do Que SP Vc Quer? na categoria Convivência - o analista de sistemas Hauryn de Carvalho Lima. Mas a maior parte dos paulistanos também não suporta carro com som alto na madrugada, britadeira na frente de casa ou balada na vizinhança.

Os limites de ruído são definidos pela Lei de Zoneamento: nas zonas residenciais, no máximo 50 decibéis entre 7h e 22h e 45, das 22h às 7h. Quem descumpri-los está sujeito a multa de R$ 30 mil e lacração do imóvel em caso de reincidência.

Números mostram o quanto o sossego do paulistano vem sendo perturbado. Só no ano passado, o Programa de Silêncio Urbano (Psiu) da Prefeitura recebeu mais de 28 mil reclamações. Mas aplicou apenas 577 multas.

Desafio. Promessas de campanha de Fernando Haddad (PT), a ampliação da Operação Delegada - "bico oficial" de policiais militares pagos pelo Município - e o fortalecimento da Guarda Civil Metropolitana (GCM) podem ajudar a melhorar esse cenário. A ideia é que agentes ajudem a fazer cumprir a lei do silêncio - ao Estado, a Prefeitura afirmou que pretende ser rigorosa na fiscalização do Psiu.

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