Menores são transferidos e motim acaba em Rinópolis

Cinco adolescentes estavam presos na Cadeia Pública da cidade por 'falta de vagas' na Fundação Casa

Chico Siqueira, de O Estado de S. Paulo, e Elvis Pereira, do estadao.com.br,

04 de dezembro de 2007 | 16h35

Os cinco adolescentes que estavam presos na Cadeia Pública de Rinópolis, no interior de São Paulo, foram transferidos e a rebelião dos detentos, que durou quase 24 horas, terminou por volta das 15 horas desta terça-feira, 3. O grupo de 15 presos rebelados se entregou depois que dez detentos (entre eles três menores) foram transferidos de unidade. O motim havia começado por volta das 16h30 de segunda-feira, 3, e os presos mantinham um agente penitenciário e um preso reféns. Os menores estavam presos em uma cela separada dos adultos após uma autorização do poder Judiciário. Durante a rebelião, nenhum representante do Conselho Tutelar compareceu ao presídio e, segundo informações do juiz corregedor de presídios Gerdinaldo Quichaba da Costa, é comum menores ficarem presos em cadeias comuns pela falta de vagas na Fundação Casa (ex-Febem). Um dos menores declarou ao Estado que estava preso no local havia 35 dias e que o período destinado ao banho de sol era curto, os adolescentes tinham tratamento ruim e reclamou da comida do local. Segundo ele, os menores não eram mantidos isolados dos adultos durante todo o dia e que havia contato com os outros presos. Na cela onde os cinco menores estavam presos havia imagens de metralhadoras e inscrições do Primeiro Comando da Capital (PCC). O agente penitenciário Eliseu Stefani, sem ferimentos, teve de ser levado à Santa Casa de Rinópolis. O segundo refém, o detendo João Balbo, será encaminhado para uma penitenciária. Segundo a polícia, as transferências foram determinadas pelo juiz Quixaba da Costa, que é corregedor da comarca de Tupã.  Josué da Silva, suposto líder da rebelião, foi levado para a Penitenciária de Franco da Rocha. Outros quatro envolvidos seguiram para a penitenciária de Caiuá, no interior do Estado. Três adolescentes que estavam presos em Rinópolis devem ser transferidos para a unidade da Fundação Casa de Marília. Com a mudança, a cadeia de Rinópolis passou a abrigar apenas dez presos, entre eles dois menores. A unidade tem quatro celas e pode abrigar até 28 presos. Texto alterado às 17h08 para acréscimo de informações.

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