Robson Fernandjes/AE
Robson Fernandjes/AE

Menores fazem reféns durante dois motins em unidades da Fundação Casa

Internos conseguiram escapar em Itaquera, mas ainda não há informações sobre o número de fugutivos

Felipe Tau, Luciano Bottini Filho e Victor Vieira, O Estado de S. Paulo

12 de agosto de 2013 | 11h24

Atualizado às 15h40.

SÃO PAULO - Grupos de menores fizeram rebeliões em duas unidades da Fundação Casa (antiga Febem), na zonas oeste e leste de São Paulo, nesta segunda-feira, 12. Os motins começaram após tentativas de fuga e, segundo a assessoria da fundação, ainda não há informações sobre o número de feridos ou de adolescentes que escaparam.

O primeiro motim começou por volta das 9h, na unidade da Vila Leopoldina, onde 12 funcionários foram feitos reféns. Os menores atearam fogo em colchões para bloquear a entrada de funcionários no local, que foi isolada por PMs no lado externo. Representantes da superintendência e da corregedoria-geral da instituição participaram da negociação com os menores.

A assessoria de imprensa da Fundação Casa não informou quantos adolescentes participaram da ação - a unidade tem capacidade para 150 internos, mas é ocupada por 100. A rebelião, que acabou por volta das 12h30, não teve fugitivos e os menores foram levados ao pátio interno da instituição.

No fim da manhã, menores iniciaram outro motim na unidade da fundação em Itaquera, na zona leste. Segundo a assessoria de imprensa da Fundação Casa, alguns menores conseguiram fugir. A unidade de Itaquera tem capacidade para 150 internos e é ocupada por cerca de 100 menores.

O diretor da unidade, cujo nome não foi revelado, e alguns funcionários foram feitos de reféns. Nove deles já foram liberados e outros continuam rendidos pelos adolescentes. A superintendência de segurança negociou com os menores durante a rebelião e a corregedoria acompanhou o processo. Os números de fugitivos e de feridos, além do motivo da rebelião, serão confirmados pela fundação depois do final do motim. Por volta das 15h30, ainda segundo a assessoria de imprensa da instituição, a situação estava mais calma na antiga Febem de Itaquera.

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