Menor que queimou dentista em São Bernardo é internado na Fundação Casa

Adolescente de 17 anos confessou ter ateado fogo na vítma em assalto; crime foi cometido no dia 25 de abril

Luciano Bottini Filho, O Estado de S.Paulo

05 Junho 2013 | 02h01

Atualizado às 9h50

SÃO PAULO - O adolescente de 17 anos que confessou ter matado queimada a dentista Cinthya Magaly Moutinho de Souza em abril, em São Bernardo do Campo, foi condenado a internação por tempo indeterminado na Fundação Casa. A decisão, da Vara da Infância e Juventude da cidade, foi dada na sexta-feira, 31, pelo juiz Luis Ditomaso. Segundo a decisão, a medida sócio-educativa será reavaliada quando o acusado completar 21 anos, prazo máximo de internação pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O crime ocorreu no dia 25 de abril e contou com a participação de três maiores.

O pai da vítima, Viriato Gomes de Souza, de 70 anos, lamentou o fato de que o jovem ficará no máximo três anos sob custódia. "Para mim, a condenação não acrescentou. Acho um absurdo um crime como esse deixá-lo preso três anos só, porque ele vai ficar comportadinho e depois sairá sem nenhuma mácula." Souza foi ouvido com outras testemunhas do crime, como a paciente que foi mantida em cárcere privado no consultório da dentista e policiais que atenderam a ocorrência.

A advogada da família, Iara Aleixo, diz que o juiz que deu a decisão foi "extremamente cuidadoso" durante a sentença e agiu de acordo com o ECA. De acordo com Iara, o infrator completa 18 anos neste mês. Os outros três integrantes da quadrilha acusado de atacar consultórios na região estão detidos, mas não respondem por homicídio. A Justiça ainda irá designar uma audiência para o caso.

 

 

 

 

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