Menor, pista de Congonhas volta a operar sem restrições

Após as obras de ranhuras, a Infraero não fará mais a medição de lâmina d'água na pista

Camilla Rigi, Estadão

17 de setembro de 2007 | 15h51

Dois meses após o pior acidente da história da aviação brasileira, em que 199 pessoas morreram, e mesmo com a chuva leve que caiu na região do Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, a pista principal do aeroporto opera normalmente e já não sofre mais com as restrições impostas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), logo após a tragédia - em 17 de julho deste ano.    Desde sábado um Notam (documento que informa sobre a navegação aérea) foi emitido pela Aeronáutica revogando a determinação anterior, que previa o fechamento da via quando estivesse molhada enquanto as obras do grooving (ranhuras que ajudam no escoamento da água) não fossem totalmente concluídas. Segundo a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), todo o grooving foi concluído antes abertura do aeroporto no sábado.   Desde o acidente com o Airbus da TAM, o Cenipa tinha orientado que a pista principal ficasse fechada sempre que estivesse molhada. Com a conclusão das ranhuras, a pista foi vistoriada e a orientação foi revogada. Com isso também foi extinta a medição de lâmina d'água, que era feita antes da reforma da pista.   A mudança acabou acontecendo no mesmo dia em que, por ordem do Ministro da Defesa, Nelson Jobim, as duas pistas de Congonhas foram reduzidas "virtualmente" para criação de uma área de escape. A principal, antes com 1940 metros, agora tem 1640; já a auxiliar, antes com 1.435 metros, agora tem 1.195 metros.   Na prática – enquanto não são feitas as mudanças físicas na pista, como pintura de novo ponto de toque e ajustes nos aparelhos que ajudam na aproximação como o ILS (sigla em inglês para Sistema de Pouso por Instrumento) – os aviões estão apenas mais leves. "Assim, eles continuam tendo o ponto de toque no mesmo lugar de antes, mas têm 300 metros a frente para pista de escape, que só não está demarcada", afirmou o chefe do Serviço Regional de Proteção ao Vôo, coronel Carlos Minelli de Sá.   Mesmo com as restrições de peso, não houve transtornos nas operações do Aeroporto. Às 15 horas, das 159 decolagens programadas, 6 tiveram atrasos de mais de uma hora e 30 foram canceladas.   Leia mais na edição de terça-feira do Estadão

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