Menor detido em Itaquera ficará na Fundação Casa

O adolescente de 16 anos detido pela polícia durante o "rolezinho" do último sábado ficará internado na Fundação Casa (ex-Febem) pelo menos até o próximo dia 3, quando haverá uma audiência sobre o caso. "Ele trabalha e estuda, tinha ido ao shopping para ver um filme no cinema com a namorada. Nem sabia desse evento", disse a irmã do rapaz, a balconista Layninker Inácio de Oliveira, de 20 anos.

Bruno Ribeiro, O Estado de S.Paulo

14 de janeiro de 2014 | 02h03

Segundo a moça, a mãe do rapaz não dorme desde sua detenção, ocorrida no terminal da Estação Itaquera, do Metrô, que fica ao lado do shopping. A família, de quatro filhos, vive em Ferraz de Vasconcelos, na Região Metropolitana. A mãe foi ontem à 3ª Vara da Infância e da Juventude da capital, no Brás, para acompanhar a primeira audiência do caso. Estava sem advogado.

O adolescente é acusado de roubar um telefone celular com mais 10 pessoas durante arrastões que teriam ocorrido no shopping. A irmã diz que ele estava só com a namorada e afirma que o rapaz encontrou o telefone no chão, perdido no tumulto. "O dono do celular estava também sem um dos pés do tênis. Ele disse que, se o outro pé aparecesse, ele aliviava. Mas meu irmão não sabia nada sobre o tênis", afirma Layninker. A vítima do roubo não foi localizada pela reportagem.

O adolescente não tem passagens pela polícia e trabalha em um minimercado, segundo a irmã. "A promotora falou para minha mãe pegar uma declaração de que ele trabalha e fazer o mesmo na escola dele. Disse que isso poderia ajudar."

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