Felipe Frazão/AE
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Menino que atirou em professora e depois se matou é enterrado no ABC

Cortejo foi acompanhado por cerca de 200 pessoas; abalados, pais evitaram a imprensa

Felipe Frazão, O Estado de S. Paulo

23 de setembro de 2011 | 16h46

SÃO PAULO - Foi sepultado às 16h, no Cemitério das Lágrimas, em São Caetano do Sul, o corpo do menino de 10 anos que atirou em professora e depois se suicidou na Escola Professora Alcina Dantas Feijão, no ABC, na última quinta-feira.

O cortejo foi acompanhado por cerca de 200 pessoas, entre parentes, amigos e colegas do colégio onde estudava. Muito abalados, os pais e o irmão do menino evitaram qualquer contato com a imprensa e não deram nenhuma declaração. Já outros parentes e alguns amigos afirmaram que o garoto era muito estudioso, muito calmo e quieto.

"Ele era a alegria do pai, um menino muito responsável, só tirava notas boas, até cuidava do irmão mais velho (de 17 anos)', disse o tio, Maurílio Nogueira, que estava no velório

O crime. Estudante de uma escola pública modelo do ABC paulista, o menino de 10 anos levou na quinta-feira a arma do pai - um guarda-civil municipal com 14 anos de corporação - para a sala de aula e atirou na professora pelas costas. Na sequência, saiu da sala e se suicidou com dois tiros na cabeça. Os motivos que levaram ao crime ainda são investigados.

Os tiros aconteceram logo após um dos intervalos do turno da tarde, às 15h50. Os estudantes de algumas turmas ainda se dirigiam para as salas quando o menino, aluno do 4.º ano C, se levantou, sem nenhum aviso, e apontou a arma para a professora Rosileide Queiros de Oliveira, de 38 anos, que estava de costas naquela hora. Em seguida, atirou, para desespero dos 24 colegas de sala.

A professora levou um tiro na região posterior do lado esquerdo, na altura do quadril, e sofreu uma fratura na patela direita. Levada ao Hospital das Clínicas, na zona oeste da capital paulista, seu estado de saúde era moderado. O menino foi levado ao Hospital Albert Sabin, em São Caetano, onde morreu após sofrer duas paradas cardiorrespiratórias.

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