Menino de 4 anos morre após passar mal em escola municipal de SP

Secretaria Municipal de Educação lamenta o ocorrido e afirma que o menino foi prontamente atendido

Gheisa Lessa, O Estado de S.Paulo

11 Setembro 2012 | 14h09

SÃO PAULO - Um menino de quatro anos morreu na madrugada da última segunda-feira, 10, após passar mal na última quarta-feira, 5, em uma Escola Municipal de Educação Infantil (Emei), em Brasilândia, na zona norte de São Paulo. Em depoimento, a mãe do menino diz que a criança apresentava um ferimento na nuca, causado por queda.

A mãe de Renato Brito Teixeira, matriculado no 2º turno da EMEI Caio Graco da Silva Prado, recebeu uma ligação da escola informando que a criança teria sofrido uma convulsão e engasgado com um pedaço de pão. O mal estar aconteceu no horário do lanche dos estudantes da unidade. A Emei onde Renato estudava está localizada no número 74 da Rua Pedro Pomar no Jardim Tereza.

O aluno foi socorrido primeiramente ao Hospital Municipal de Vila Nova Cachoeirinha, no bairro do Limão, na zona norte de São Paulo, onde recebeu os primeiros atendimentos, e precisou ser transferido ao Hospital Mandaqui, também zona norte. Renato ficou internato na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Mandaqui, desde a noite de quarta-feira, até que foi constatada sua morte, às 2h45 de segunda-feira, 10.

O comunicado de óbito foi registrado no 20º Distrito Policial (Água Fria) pela delegada Luciana Figueira Cristiano e as investigações sobre as circunstâncias da morte do aluno são investigadas no 72º DP, de Vila Penteado, pelo delegado Luiz Fernando PC Martins. O estadão.com.br entrou em contato com a delegacia, mas  o delegado responsável pelo caso não foi encontrado.

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação lamenta o ocorrido e afirma que o menino foi prontamente atendido por uma das Assistentes Técnicas de Educação (ATEs), que possui habilitação em primeiros socorros, enquanto a direção da escola acionava o resgate.

No mesmo momento, segundo comunicado da secretaria, uma viatura policial que passava na rua também foi chamada por funcionários da Emei para auxiliar no socorro de Renato. A família foi para o hospital acompanhada de duas representantes da escola.

A Diretoria Regional de Educação Freguesia do Ó/Brasilândia abriu apuração preliminar para investigar os fatos e afirmou que vai colaborar com a polícia no que for preciso.

As unidades de saúde também foram procuradas pelo estadão.com.br, mas não puderam informar os horários de entrada e transferência de Renato porque a família da vítima pediu sigilo.

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