Menina sequestrada é fã de celular e games

A facilidade com que E.K., de 8 anos, usa celular e se expressa foi fundamental para que ela ligasse para a polícia e avisasse que estava sequestrada. "Sempre gostou muito de celular e videogame. Foi o que a salvou. No cativeiro, ela achou um celular com nomes conhecidos. Como não conseguiu falar com ninguém, ligou para a polícia", disse Priscila Oliveira Barreto, prima da mãe de E.K., Viviane Santos.

Eduardo Reina, O Estado de S.Paulo

04 Dezembro 2010 | 00h00

É a segunda vez que Viviane passa pelo drama do desaparecimento de um filho. No ano passado, o filho de 14 anos foi levado pelo pai, do qual Viviane é separada. Outra filha acompanhou os dois ao interior. O caso foi parar no Conselho Tutelar de Sorocaba. Depois de muitas disputas, os dois filhos foram trazidos de volta. Há dois anos, Viviane casou de novo e, segundo Priscila, o ex-marido não se conformou, o que teria causado a disputa pelos filhos.

Drama semelhante foi o desaparecimento de E.K., em 18 de novembro. Ela foi sequestrada por uma prima de 14 anos e o namorado, Manoel Lopes de Araújo Filho, de 43 anos, foragido do Centro de Detenção Provisória de Tremembé, no interior. A menina ficou 15 dias presa.

Ela é vista na família como uma criança esperta e a mais falante dos sete filhos de Viviane. Cursa a 2.ª série do ensino fundamental em uma escola municipal próxima de sua casa, no Jardim Santo Antônio, periferia da zona sul da capital. Como as meninas de sua idade, gosta de roupas cor-de-rosa e de se arrumar. Em casa, diz a prima, brinca com videogame e bonecas. Também gosta das Princesas da Disney, além de Barbies.

Ela levou a Barbie para a visita ao posto da PM que recebeu o telefonema que a livrou do cativeiro. A boneca predileta recebeu o nome de Elenice Gonçalves Louzada, a soldado que atendeu seu telefonema. O urso que ganhou dos policiais foi batizado de Sargento Oliveira, outro PM que a ajudou.

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