Jose Patricio/AE
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Menina que sumiu em culto não sofreu abuso de sequestrador

Exame do IML também aponta que Brenda, de 4 anos, não foi agredida nos 16 dias de sequestro; suspeito está foragido

Gio Mendes, O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2012 | 03h00

Laudo do Instituto Médico-Legal (IML) comprovou que Brenda Gabriela da Silva, de 4 anos, não sofreu abuso sexual durante os 16 dias em que permaneceu sequestrada, depois de desaparecer durante um culto religioso no dia 10 no Cambuci, região central de São Paulo. "O resultado deu negativo para o abuso. Também não houve violência física", afirmou o delegado José Gonzaga Pereira da Silva Marques, titular do 6.º DP (Cambuci), que investiga o caso.

A Polícia Civil aguarda o resultado de um exame de DNA que está sendo feito em tufos de cabelos cortados que foram encontrados na casa do ajudante-geral Jorge Antunes Cardozo, de 47 anos, acusado de sequestrar Brenda. Morador de Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo, Cardozo continua foragido. Os cabelos estavam em um saco de lixo, com duas tesouras e um filme pornográfico.

O exame, que deve ficar pronto em duas semanas, vai comprovar se o cabelo é de Brenda. "Será a prova material definitiva de que ele estava com a menina. Todos os indícios até agora apontam para esse homem", disse o delegado.

Brenda foi encontrada pelo estoquista Alex Gomes Carvalho, de 18 anos, na tarde de segunda-feira. Carvalho é vizinho da mãe da menina, a diarista Geissa Maria da Silva, de 31, e viu a criança no colo de Cardozo na Rua Vergueiro, na Liberdade, também na região central. Cardozo correu ao ser abordado pelo estoquista, que tomou Brenda das mãos do acusado.

Dentro de uma carroça de catador de papelão, abandonada pelo fugitivo, foram encontrados extratos bancários com o nome de Cardozo. Também foram achados cobertores, roupas infantis, brinquedos e uma mamadeira. A polícia conseguiu uma foto do acusado, que foi reconhecido por Carvalho e por Brenda.

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