Menina é estuprada por colegas em escola na zona sul de São Paulo

Vítima de 12 anos diz que foi atacada por três adolescentes dentro de um dos banheiros do colégio; agressores estão soltos

Mônica Reolom, O Estado de S. Paulo

18 de maio de 2015 | 22h51

SÃO PAULO - Uma menina de 12 anos diz ter sido estuprada dentro de um dos banheiros da Escola Estadual Leonor Quadros, no Jardim Miriam, na zona sul da capital paulista. O caso aconteceu, segundo a polícia, durante a manhã do dia 12.

Segundo a Secretaria Estadual de Educação, a menina, que é aluna da escola, foi atacada durante as aulas por outros três estudantes menores de 18 anos. Após o fato, ela buscou ajuda na secretaria, onde chegou com “falta de ar”, de acordo com a pasta.

A direção da escola informou que, como o quadro de saúde da aluna estava se agravando, decidiu chamar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que a levou ao Hospital Municipal Doutor Arthur Ribeiro de Saboya. De lá, ela foi enviada ao Hospital Pérola Byington. 

A Secretaria de Educação explicou que ela relatou o estupro apenas quando já estava no hospital, e a mãe da menina foi orientada a registrar um boletim de ocorrência na polícia. A garota passou por exames para comprovar a violência sexual. Os resultados são aguardados pela polícia.

A escola afirmou ter acionado a Vara da Infância e da Juventude, além do Conselho Tutelar, logo após ficar sabendo do crime. A instituição também chamou os pais dos alunos suspeitos da agressão. Seguindo orientações do Conselho Tutelar, a direção escolar registrou um novo boletim de ocorrência. A direção afirmou que está prestando “todo apoio” à jovem e a sua família e diz ter se colocado à disposição da polícia para colaborar com as investigações. “É importante destacar que a adolescente está recebendo acompanhamento médico”, ressaltou a pasta.

Medo. A mãe da vítima disse ao portal UOL que a filha não quer mais passar perto da escola e que ela vai estudar em casa nos próximos meses. Outras alunas da Escola Estadual Leonor Quadros também relataram estar com medo de frequentar as dependências da instituição. A mãe da jovem afirmou ao portal que teme que os suspeitos fujam – até a noite desta segunda, eles não haviam sido apreendidos. A Secretaria de Educação confirmou que eles foram transferidos para outra unidade de ensino.

A pasta informou ainda que a escola conta com a figura do professor-mediador – profissional capacitado com técnicas de justiça restaurativa, prevenção e mediação de conflito – e que ele acompanha o caso. “A unidade tem sete agentes de organização escolar, responsáveis por zelar pelo bem-estar dos alunos e pela estrutura física da unidade, além de auxiliar na manutenção da disciplina geral.”

Segundo a Secretaria da Segurança Pública, apesar de o fato ter acontecido de manhã, a Polícia Civil só foi informada sobre o crime às 22h38. A escola onde o caso aconteceu fica a mil metros do 98.º Distrito Policial.

Outro caso. Em 15 de fevereiro, nove pessoas, entre elas cinco adolescentes, foram detidos em flagrante em Osasco, na Grande São Paulo, acusados de terem estuprado uma menina de 13 anos. Segundo a Polícia Civil, a estudante relatou ter sido abusada em uma casa na Rua Quero-Quero, onde foi encontrada, e dentro da Escola Estadual Paulo Freire. O grupo teria entrado na escola passando pelo muro, que estava destruído.

Tudo o que sabemos sobre:
São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.