Menina de 5 anos é atropelada e morta na zona leste

O motorista, que fugiu do local do acidente, foi preso e será indiciado por homicídio culposo

Oswaldo Faustino, do estadao.com.br,

29 de dezembro de 2007 | 05h25

O atropelamento e morte de uma menina de 5 anos, na Av. Aguiar da Beira, no Jardim Santo Eduardo, na região de Sapopemba, zona leste da cidade, nesta sexta-feira, e a fuga do criminoso provocaram protestos de moradores da Área do Carrão, onde a vítima residia. Eles atearam fogo em pneus, madeira e colchões empilhados no meio da avenida. A Polícia Militar reprimiu a manifestação disparando balas de borracha e o Corpo de Bombeiros de encarregou de apagar o fogo e liberar a pista. Luana Silva Vieira, de 5 anos, que saiu para comprar balas nas proximidades de sua casa, não chegou a descer da calçada quando atingida por um Gol branco, modelo antigo, em alta velocidade. Lançada para o alto, caiu contra o pára-brisa, que se espatifou. O motorista, posteriormente identificado como Flávio Rodrigues Siqueira, deu marcha ré no veículo e fugiu. Localizado e levado à delegacia de Vila Rica foi indiciado por homicídio culposo. O Corpo de Bombeiros foi chamado, mas antes que chegasse o Resgate, um policial a colocou num carro da PM e a levou para o Hospital Dr. Benedito Montenegro, o PS do Jardim Iva, onde ela já chegou morta. A notícia se espalhou e, pouco depois, se iniciou a manifestação, a repressão policial e o enfrentamento dos moradores que resistiram até por volta das 22 horas.  José Antonio da Silva, o "Antonio Gato", que dirige a associação de moradores, afirma que a manifestação não tem cunho político: "Esse é o 13º atropelamento naquele local, com duas mortes e um amputação de perna. A gente só quer chamar a atenção das autoridades para colocarem uma lombada eletrônica e faixa de pedestre com semáforo". Segundo ele, naquela ponte as pessoas atravessam para irem a várias igrejas, escola e supermercado. "É uma avenida nova, bem asfaltada e reta. Por isso os motoristas se sentem estimulados a acelerar, sem respeitar os pedestres", conclui "Antonio Gato".

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