Menina de 4 anos some durante culto em igreja do Cambuci

Irmão de 8 anos ajuda polícia a fazer retrato falado de suspeito que estava perto da criança e acariciou seus cabelos

GIO MENDES, O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2012 | 03h08

O irmão de uma menina de 4 anos que desapareceu durante culto dentro de uma igreja evangélica no Cambuci, região central de São Paulo, ajudou ontem a Polícia Civil a fazer o retrato falado de um suspeito. De acordo com o relato do menino de 8 anos, o homem estava perto da irmã e teria passado a mão nos cabelos de Brenda Gabriela da Silva minutos antes de ela sumir.

A diarista Geissa Maria da Silva, de 31 anos, disse que foi à Igreja Pentecostal Deus é Amor na tarde de sábado para pedir uma oração para o filho mais novo, de 9 meses. Além do bebê, a diarista levou o casal de filhos. A diarista também é mãe de uma menina de 11 anos e uma adolescente de 14, que ficaram em casa.

"A igreja estava lotada, mas consegui pedir a oração para que meu bebê melhorasse da broncopneumonia. Na hora em que virei, vi meu filho sozinho e comecei a procurar a Brenda de um lado para o outro", contou a diarista. O templo tem capacidade para 36 mil pessoas sentadas, mas tinha o dobro de fiéis por causa da comemoração dos 50 anos da igreja fundada pelo pastor David Miranda.

Geissa passou a procurar a criança nas dependências da igreja e depois foi até a rua ver se a encontrava nas proximidades. "Um homem viu o meu desespero na rua e me levou até uma delegacia que fica perto de restaurantes japoneses, onde deixei uma foto. Não fizeram o B.O. porque eu estava sem os documentos da Brenda", afirmou a diarista, referindo-se ao 1º DP (Sé). Ela só procurou a Polícia Civil novamente na segunda-feira, dessa vez com o auxílio de um funcionário da igreja. "Pensei que a delegacia ficava fechada aos domingos", disse Geissa, que é analfabeta.

O desaparecimento foi registrado no 8º DP (Brás), mas desde anteontem passou a ser investigado pelo 6º DP (Cambuci). Inicialmente, Geissa relatou que sua filha havia desaparecido no domingo. "Eu estava muito nervosa e me confundi", disse. O advogado Adrian Costa, do departamento jurídico da Deus é Amor, disse que ontem estava separando as imagens feitas pelas câmeras da igreja durante o culto no sábado. "Ela não procurou o segurança da igreja para anunciar o desaparecimento da filha", afirmou o advogado.

O delegado José Gonzaga Pereira da Silva Marques, titular do 6º DP, disse que as imagens feitas na igreja no domingo não trouxeram pistas do paradeiro da menina. "Só tem imagens de multidão. Esperamos que a mãe tenha certeza de que o desaparecimento foi no sábado e torcemos para que nessas imagens tenha menos gente", disse. O delegado descartou que a menina tenha sido levada pelo pai, pois ele compareceu ontem na delegacia para prestar esclarecimento.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.