Memorial da TAM será aberto terça-feira, 17 de julho

Projetado como mirante, local terá os nomes das vítimas esculpidos em mureta de espelho d'água

ADRIANA FERRAZ, NATALY COSTA, O Estado de S.Paulo

13 Julho 2012 | 03h01

Cinco anos após o maior acidente da aviação brasileira, a explosão do Airbus da TAM que deixou 199 mortos em julho de 2007, será inaugurada na próxima terça-feira, às 19h, a Praça Memorial 17 de Julho, em homenagem às vítimas. Pouco antes, às 17h30, uma missa campal vai ser rezada no local pelo bispo diocesano de Santo Amaro, d. Fernando Antonio Figueiredo. Segundo a Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Voo JJ3054 (Afavitam), são esperadas cerca de 500 pessoas.

As obras começaram há um ano e seguiram projeto feito por parentes das vítimas - elas terão seus nomes esculpidos na mureta que cerca o espelho d'água, localizado em volta de uma amoreira que resistiu à explosão da aeronave, no centro da praça. Para familiares, a árvore simboliza a vida e, por isso, é o principal elemento da homenagem.

À beira da Avenida Washington Luís, bem na frente do Aeroporto do Congonhas, na zona sul, o memorial é cercado por um muro em formato de arco. Ele foi projetado nos moldes de um mirante. Na parte interna, bancos e brinquedos já estão instalados. Ontem, funcionários finalizavam serviços de limpeza.

Vice-presidente da associação de parentes, Archelau Xavier diz estar satisfeito com o resultado final da obra. "A Prefeitura cumpriu o acordo. Agora, só falta esculpir os nomes de todas as vítimas. Eles estarão lá no dia 17, mas em adesivos. Fizemos essa opção para que os parentes confiram e aprovem", afirma.

Recuada em relação à avenida, a praça terá espaço ainda para a prática de skate e caminhada. "Esperamos que seja um local agradável e vivo para a comunidade", diz Xavier. Nos últimos quatro anos, ainda protegido por tapumes, o espaço onde ficava o prédio administrativo da TAM, destruído no acidente, foi usado por parentes para homenagens com fotos ou flores.

Luta. A entrega da praça não encerra a luta dos familiares. "Nossa maior batalha é pela condenação dos responsáveis pelo acidente. Esperamos que, como nós, eles sofram as consequências."

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