Membros do PCC fogem de presídio de segurança máxima em SP

Comparsas de Marcola aproveitam o banho de sol no dia de visitas para fugir de penitenciária no interior

Josmar Jozino, do Jornal da Tarde, O Estado de S. Paulo

08 de novembro de 2008 | 20h22

Policiais militares e agentes do Grupo de Intervenção Rápida (GIR) não conseguiram impedir, neste sábado, a fuga de três presos da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, no oeste do Estado, considerada de segurança máxima. Sidney Beline Dutra, José de Arimatéia Pereira Faria Carvalho e Everton Antonio aproveitaram o banho de sol para escapar. Eles passaram por um alambrado e uma muralha de sete metros para alcançar a liberdade.   Veja também:Para o Deic, policiais dão cobertura à quadrilhaEm defesa de facção, 32 vão a fórum para deporJuiz proíbe instalação de novos presídios na região de PirajuíAgentes pretendem se mobilizar para impedir fim do RDD   Cumprem pena na unidade Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, Rogério Geremias de Simone, o Gegê do Mangue, Abel Pacheco de Andrade, o Vida Loka, José Carlos Rabelo, o Pateta, entre outros presidiários apontados pelo Ministério Público Estadual (MPE) como integrantes da cúpula da facção.   A fuga aconteceu por volta das 11 horas, quando o dono de um sítio viu três homens correndo na mata próxima à penitenciária. No entanto, os agentes penitenciários só a perceberam às 16h30, após a contagem dos presos. A Polícia Militar da cidade procurava ontem os fugitivos.   Segundo agentes penitenciários, do lado externo da muralha, perto de uma das torres, onde ocorreu a fuga, a diretoria da penitenciária mandou construir uma espécie de barraco coberto com telhas.   Funcionários dizem que a obra tira a visão dos PMs responsáveis pela guarda do muro. De acordo com eles, a construção serve para descanso dos agentes encarregados pela ronda do lado de fora da unidade.   Funcionários afirmam que a construção auxiliou na fuga. Já os diretores ameaçaram punir os agentes do plantão de ontem. A Penitenciária 2 de Presidente Venceslau abriga presos considerados perigosos. Foi para essa unidade que a Secretaria da Administração Penitenciária transferiu, em maio de 2006, após a primeira onda de ataques do PCC, 765 detentos apontados como homens do primeiro, segundo e terceiro escalões da facção criminosa.   A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) considera a unidade de segurança máxima. De acordo com a SAP, os presos da unidade não são ressocializáveis e, por isso, a disciplina é rígida no presídio.   Nos dias de visita, como este sábado, parentes dos presos não ficam no pátio, como ocorre nas demais penitenciárias. Todos ficam trancados nas celas, inclusive as crianças e idosos que visitam os detentos. Do lado de fora, homens do GIR, armados com fuzis e escopetas, fazem a vigilância do presídio com o auxílio de cães. Ontem, dizem os agentes, parte dos detentos recebeu visitas. Os restantes ficaram no banho de sol.   Segundo agentes penitenciários, os três fugitivos são perigosos. Carvalho é condenado por assaltos, latrocínio (roubo seguido de morte) e seqüestro. Everton Antonio é condenado por roubos e homicídio e Dutra, por roubos.   Ampliado às 23h33

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