Melhores e piores

Metallica faz o grande show de um festival em que o 'ótimo' foi artigo raro; Ke e Maná deixam as piores lembranças

JULIO MARIA , O Estado de S.Paulo

03 Outubro 2011 | 03h04

O que faz afinal um grande show ser um grande show? Esqueça figurino, luzes, repertório. Esqueça o que seus amigos dizem. Esqueça o que os jornais dizem. O show memorável é aquele que você leva com você pela vida toda. Que não te deixa olhar no relógio para saber quanto tempo falta para terminar.

Mesmo em um festival de tamanha magnitude - o maior de todos até aqui - artigos assim são raros. Segundo a equipe do C2+Música, que nesses sete dias correu de um show a outro naquela Cidade do Rock quando não escrevia matérias para este caderno, aqui está um panorama razoável do que pode ficar para o histórico dos shows no Brasil.

O outro lado da moeda também existe. Artistas e bandas deslocados têm seus cravos e espinhas ampliados em dez vezes quando estão na mira de um Palco Mundo. Ou porque foram colhidos de suas árvores ainda verdes (como a garota Ke$ha) ou porque foram cair na panela errada (pobre Lenny Kravitz). O que fica mais explícito é sempre a falta de verdade. Bebel Gilberto, de alegria cenográfica, não tinha nada o que fazer ao lado de Sandra de Sá. Rihanna, prepotente, precisa aprender carisma com Shakira. Olhando pelo retrovisor - antes de termos visto o show do Guns N' Roses ontem à noite, é bom dizer - algo se comprova: a força de uma banda como o Metallica ou de caras como Erasmo Carlos não se fabrica jamais.

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