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"Melhor morrer de vodca do que de tédio", diz perfil de estudante que morreu em festa

Frase está entre citações favoritas de jovem que teve coma alcoólico durante evento organizado por estudantes da Unesp

O Estado de S. Paulo

02 Março 2015 | 14h55

Atualizada às 10h15 do dia 3/3/2015

BAURU - "Melhor morrer de vodka (vodca) do que de tédio." A frase do poeta russo Vladimir Maiakóvski está entre as citações favoritas do estudante de Engenharia Elétrica Humberto Moura Fonseca, de 23 anos, em seu perfil no Facebook. O jovem morreu após sofrer coma alcoólico durante festa organizada por alunos da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Bauru, no interior de São Paulo, no sábado, 28.

"A ciência sem a religião é coxa, a religião sem a ciência é cega", do físico alemão Albert Einstein, é outra frase citada por Fonseca na rede social.

Na página do estudante ainda consta seu apelido, Lombada, que foi gritado pelos participantes da prova, ao final de uma das sessões de "shot" da bebida, servida em copinhos descartáveis de café. Apesar do gosto pela bebida, Lombada era praticante de muay tai na academia Fight House, em Bauru. "Ele era meu companheiro de luta, um rapaz lindo, simpático e esforçado", disse uma de suas colegas.

Assim como a aluna da academia, outros amigos de Fonseca rejeitam a ligação entre a frase e a morte. "Ele escreveu, gostava de vodca, mas tinha muita vontade de viver e demonstrava isso com sua alegria, era uma pessoa simpática, fazia amigos e levava alegria e amor aos amigos", disse um colega de sala de aula.

Segundo o delegado Mário Henrique de Oliveira Ramos, que atendeu a ocorrência, Fonseca bebeu ao menos 25 copinhos plásticos de vodca em uma competição. O campeão do torneio, Mateus Pierre Carvalho, cuja idade não foi informada, tomou 30 copinhos e está hospitalizado.
Carvalho foi transferido da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e está internado em um quarto. Ele não precisou ser submetido a respiração artificial, segundo amigos.

Outras duas jovens estão internadas na UTI. Segundo amigos de Gabriela Alves Correia, de 23 anos, ela continuava respirando com ajuda de aparelhos na manhã desta segunda-feira, 2. Já Juliana Tibúrcio Gomes, de 19, passaria por exames e poderia ser transferida para um quarto.

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