Megaprédio é liberado pela CET na Faria Lima

Pronto há 4 meses, Pátio Victor Malzoni espera Habite-se e alvará de funcionamento

ADRIANA FERRAZ , DIEGO ZANCHETTA, O Estado de S.Paulo

24 Agosto 2012 | 03h05

Pronto há cerca de quatro meses, o megaprédio comercial erguido no terreno mais caro da Avenida Brigadeiro Faria Lima, na zona sul de São Paulo, vai abrir as portas. A Secretaria Municipal de Transportes aprovou as obras realizadas para reduzir o impacto do empreendimento no Itaim-Bibi e concedeu a licença que abre caminho para obtenção de Habite-se e alvará de funcionamento. A expectativa é de que os documentos sejam emitidos na próxima semana.

Formado por uma torre central de 11 andares e duas de 19 andares cada, unidas pela maior laje já construída no Brasil, o Edifício Pátio Victor Malzoni terá andares ocupados por empresas multinacionais, como Google e Banco da China, um estacionamento para helicópteros e uma área de gastronomia, com restaurante do Grupo Fasano.

Com 70 mil metros quadrados de área construída, o edifício fica no terreno entre as Ruas Aspásia e Horácio Lafer, comprado pelos incorporadores em 2010. Foi o negócio mais caro já registrado na cidade, tanto pelo valor do metro quadrado quanto pelo preço total, superior a R$ 600 milhões.

Com formato que lembra uma mesa, o prédio tem fachada revestida em vidro negro e um vão central de 30 metros de altura por 44 de largura. Lá resiste uma casa bandeirista construída no século 18. Tombada pelos órgãos estadual e municipal de proteção ao patrimônio histórico e cultural, o imóvel teve a estrutura restaurada (leia mais abaixo).

Trânsito. Finalizado em meados de abril, o megaprédio foi penalizado pela Prefeitura por não ter cumprido as medidas mitigadoras de tráfego a tempo da inauguração.

Na lista de obras exigidas pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), estão o alargamento de um trecho do canteiro central da Avenida Brigadeiro Faria Lima, novos semáforos, alargamento da Rua Aspásia e prolongamento da Rua Iguatemi, além de construção de ilhas e passeios em cinco cruzamentos da região do entorno.

Responsável pelo empreendimento, a incorporadora Brookfield atribuiu a demora da realização das obras à dificuldade enfrentada para obter as licenças necessárias para promover intervenções em área pública. O trabalho foi finalizado na semana passada e aprovado pela secretaria, que emitiu o Termo de Recebimento e Aceitação Definitivo (Trad) na terça-feira.

A construtora não informou ontem quantas vagas de estacionamento serão oferecidas aos proprietários e visitantes nos seis subsolos do edifício nem qual é a expectativa de movimentação diária no local.

Lazer. Projetado inicialmente como um empreendimento com característica de uso misto - com uma torre de escritórios e shopping anexo -, o Edifício Pátio Victor Malzoni foi transformado em megaprédio comercial pela pressão do mercado imobiliário. A demanda por espaços corporativos na avenida mais cara e disputada da capital paulista foi a responsável pela mudança na planta original. Nem o preço do aluguel espanta a clientela. Hoje, o valor do metro quadrado alugado ali não sai por menos de R$ 200.

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