Medo da fiscalização fez outros desistirem

Depois das prisões de ontem, postos que aumentaram os preços quando o combustível começou a ficar escasso na capital decidiram voltar atrás. Em alguns deles, visitados pelo Estado ontem e anteontem, os R$ 0,20 ou R$ 0,30 a mais no valor da gasolina e do etanol sumiram. Em um deles, na Rua Mateus Grou, em Pinheiros, na zona oeste, a gasolina comum havia aumentado para R$ 2,99 na terça. Ontem, voltou para R$ 2,69 - e logo acabou.

Nataly Costa, O Estado de S.Paulo

08 Março 2012 | 03h04

"Estaria errado se estivesse vendendo a R$ 4", afirmou o gerente do local, Roni Lopes. Ele espera ficar pelo menos mais cinco dias sem combustível, até que o serviço seja normalizado. "Pedi, mas não entregam."

Na Marginal do Tietê, um posto que aumentou em quase R$ 0,30 os preços entre a manhã e a tarde de anteontem baixou o valor da gasolina aditivada para R$ 2,59 - estava em R$ 2,84. Questionada se a medida havia sido tomada por receio de fiscalização, a gerente Mara Grecco desconversou. "É preço promocional."

Abuso. Ao menos 178 postos estão na mira do Procon-SP - número de denúncias de cobrança abusiva recebidas pelo órgão até as 18h de ontem. Um posto na Rua Alfredo Pujol, na zona norte, por exemplo, vendia a gasolina a R$ 4,49. O Procon diz que os fiscais estão na rua, mas ainda não há um balanço de autuações. As multas vão de R$ 400 a R$ 6 milhões.

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