Medida não deve ter grande impacto

Análise: Sérgio Ejzemberg

É CONSULTOR DE TRÂNSITO , O Estado de S.Paulo

18 de maio de 2012 | 03h01

O impacto da medida deve ocorrer durante o pico da manhã. À tarde, vai chegando uma hora em que os estabelecimentos não recebem mais entregas de suprimentos. Atualmente, os VUCs já fazem entregas na região central. É uma questão de adaptação às regras, de mudança de horário das entregas. Por isso, não deve haver acréscimo de veículos na zona de restrição.

Além disso, a frota de VUCs é pequena, quando comparada ao total de veículos. Atualmente, circula pelo centro expandido 1 milhão de veículos. Por isso, o fato de os VUCs passarem a trafegar no horário de pico pode não ter grande relevância para a questão do trânsito.

E os VUCs têm alguns aspectos positivos. Um deles é que são quase do tamanho de um carro grande, o que é uma vantagem em relação aos caminhões. Cabem em qualquer vaga de estacionamento, podendo até parar em áreas de Zona Azul. Dessa maneira, não estacionam em fila dupla ou atrapalham o trânsito em geral, como ocorre com os caminhões maiores.

A Prefeitura de São Paulo deve ter tomado essa decisão com base em um estudo técnico detalhado sobre o impacto dos VUCs no centro expandido. Até por uma questão de transparência sobre os motivos que levaram o Município a fazer essa escolha, é importante que esses dados sejam divulgados à população, que poderá saber a consequência prevista no estudo.

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