Medida era esperada, mas não reduz efeito sobre a classe média

Era de se esperar que o teto de reajuste do IPTU fosse reduzido na Câmara Municipal diante da rejeição dos paulistanos à proposta inicial, um cenário semelhante ao de 2009, quando os vereadores frearam o aumento proposto pela gestão Gilberto Kassab. O prefeito Fernando Haddad (PT) sabe que a planta genérica de valores da cidade está bastante desatualizada e que tem margem política para promover o ajuste no início do mandato. Mas fazê-lo de uma só vez é desgastante à população da capital, em especial da classe média, que não recebe nenhum tipo de isenção e pode se ver obrigada a mudar para a periferia ou imóveis menores.

ANÁLISE: Gustavo Fernandes e Fernando Zilveti, professores da FGV, O Estado de S.Paulo

17 de outubro de 2013 | 02h13

É difícil crer que a alta de até 24% com a arrecadação de IPTU será revertida em melhorias do transporte público, como justifica a Prefeitura. Não há mecanismo que assegure uma destinação específica para os novos recursos por não se tratar de dinheiro carimbado como ocorre na saúde.

Em tempos de inflação elevada, a medida provoca ainda um efeito cascata negativo nos preços de produtos e serviços na cidade, uma vez que empresários e comerciantes repassarão o aumento do IPTU.

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