Medida é avanço no combate à truculência policial?

SimÉ positiva a preocupação em parar com as mortes. É para fazer o razoável virar norma. Mostra uma preocupação em parar com essas mortes. Mas é algo tão absurdo ter de parar como se fosse incontrolável ter de matar. Demonstra uma preocupação do secretário em conter essa alucinação, essa mortandade. A caracterização de resistência seguida de morte foi utilizada na época da ditadura, algo que a PM mantém até hoje. Meu pai foi assassinado e essa foi a justificativa, de que ele resistiu à prisão. A pessoa se torna causadora da própria morte. E não há local de crime porque a pessoa foi socorrida pelo policial ao hospital. Agora, é lamentável ter de colocar focinheira para evitar que matem. O absurdo é colocar uma norma para voltar à normalidade. É a declaração de descontrole. O natural seria socorrer a pessoa.

O Estado de S.Paulo

09 Janeiro 2013 | 02h02

Não Em 1.º de fevereiro, vou protocolar um projeto de decreto legislativo para votar a anulação desse absurdo. O secretário e o governador querem matar a vaca para acabar com o carrapato. Mascaram a incompetência na investigação. Se eventualmente temos policiais executando indivíduos após entreveros, temos de extirpá-los da corporação. Você tira um instrumento de socorro da população e passa uma imagem errada, de que se for socorrido pela PM será morto. No interior, não tem serviço de Samu suficiente. Na capital também não. Ambulância do pobre é a rádio-patrulha. Quem planeja essas mudanças são fadinhas de gabinete, que têm ideias maravilhosas. O termo resistência seguida de morte foi colocado porque causava má impressão ao policial ser tido como homicida. Mas não altera nada o conteúdo do que será apurado.

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