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Médicos são demitidos após uso de ambulância do Samu em casamento

Veículo solicitou autorização da central para dar 'um pulinho' em festa em Itapetininga; enfermeiro e motorista foram poupados

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

28 Fevereiro 2018 | 18h18

SOROCABA - Dois médicos da rede municipal de saúde foram demitidos, nesta terça-feira, 27, depois de terem usado uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para irem à festa de casamento de um colega, em Itapetininga, no interior de São Paulo. O fato aconteceu no último dia 17, mas só veio a público nesta semana, depois que imagens da ambulância no local da festa foram postadas em redes sociais. A demissão atingiu a médica que estava na ambulância e o médico que autorizou a ida à festa. O enfermeiro que também estava na ambulância e o motorista do veículo foram poupados. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.

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O casamento era do médico Rafael Wakida, coordenador do Samu na cidade, com uma enfermeira que também atua no serviço. A festa foi realizada em uma chácara, na zona rural. A ambulância retornava de um atendimento e teria solicitado autorização da central de regulação para dar "um pulinho" no casamento dos colegas. O responsável pela central informou que eles poderiam ir, mas "em QRV", sigla que indica "em prontidão".

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A empresa que administra o Samu informou que houve quebra de protocolo, por isso os médicos foram demitidos, mas não houve prejuízo para o atendimento, pois a ambulância não foi requisitada no período em que permaneceu no evento. A punição não atingiu o motorista e o enfermeiro porque eles apenas cumpriram o determinado pelos médicos, aos quais são subordinados.

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A prefeitura de Itapetininga, por meio da Secretaria da Saúde, informou que, assim que teve conhecimento dos fatos, notificou a empresa e cobrou as medidas cabíveis.

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