Médicos que atenderam Gabriel vão depor nesta quinta

Pai culpa creche pela morte e diz que bebê não foi socorrido; advogado diz que ficha não citava doença

Solange Spigliatti e Camilla Haddad, estadao.com.br e Jornal da Tarde

31 de julho de 2008 | 09h03

Serão ouvidos nesta quinta-feira, 31, os dois médicos que atenderam o bebê Gabriel Ribeira, de sete meses, que morreu na última sexta-feira,25, na creche Pedacinho da Lua, na Vila Medeiros, zona norte da capital. Os depoimentos serão dados no 90º Distrito Policial, no Parque Novo Mundo, e ainda não há confirmação do horário, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Na quarta, foram ouvidos na mesma delegacia a dona da creche, Suzana Leão, e outros 11 funcionários da escola.   Júlio César Ribeira, pai do bebê, disse na quarta-feira, 30, que seu filho morreu por falta de socorro e não por causa de refluxo. Gabriel sofreu uma parada cardiorrespiratória no último dia 25, após ficar por três horas na creche. Até terça-feira, a família do bebê afirmava ter avisado a creche de que a criança tinha refluxo - que poderia ter causado a morte.   "O problema foi falta de atendimento. Lá (creche) não tinha gente preparada. Se tivesse alguém para dar os primeiros socorros ao meu filho a tempo, nada disso teria acontecido, eu estaria com ele feliz em casa", disse Ribeira. Ele esteve no 90º Distrito Policial (Parque Novo Mundo), onde foram ouvidas pela manhã a dona da creche, Suzana Sarro Leão, e outras sete funcionárias. Suzana prestou depoimento durante duas horas.   Um dos advogados da proprietária, Alberto Brito Rinaldi, chegou ao DP às 9h30. "Também viemos aqui entregar o diário de Gabriel, onde eram escritos os recados para a família e ainda trouxe a ficha de saúde dele", disse. "No diário não existe alerta da família sobre refluxo." O pai da criança acusou a creche de ter alterado o diário. "Isso é absurdo. Veja que ele (Júlio) já mudou a versão", disse Rinaldi, que se propôs a entregar o diário para o pai do bebê avaliar possível alteração.

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