Médicos podem perder registro se praticarem auto-hemoterapia

CRM avalia que prática não tem eficácia comprovada; se denunciados, médicos podem ter registro cassado

07 de dezembro de 2007 | 17h53

O Conselho Federal de Medicina declarou nesta sexta-feira, 7, que os médicos que praticarem a auto-hemoterapias-tratamento de certas doenças pela retirada e nova injeção do sangue no próprio paciente- poderão ter o registro profissional cassado, se forem denunciados aos CRMs. A prática, segundo o conselho, não tem eficácia comprovada e pode ser perigosa.   "Cabe ao CFM alertar a população que isso não deve ser feito e que pode vir a complicar o estado de saúde do paciente", afirma o presidente do Conselho Federal de Medicina, Edson Andrade.   O parecer do CFM foi solicitado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em junho deste ano. A Agência buscou a opinião das autoridades médicas por essa terapia ter ganhado popularidade. O procedimento oferece baixo custo e a promessa de cura para doenças graves, como AIDS e câncer.   O parecer do Conselho foi produzido pelo médico e professor de Clínica Médica da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Munir Massud. Sobre a hemoterapia, Munir Massud afirma: "não há comprovação de sua efetividade, nem de sua segurança", declara o médico.     A conclusão geral da análise é a de que "não existem estudos relativos à auto-hemoterapia desde a sua proposição como recurso terapêutico na primeira metade do século XX até os dias atuais" e que "não há evidência científica disponível que permita a sua utilização em seres humanos", conclui o texto.

Tudo o que sabemos sobre:
Auto-hemoterapiacassadosmédicos

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.