Médicos e enfermeiros fazem ato em São Paulo em favor do SUS

Profissionais querem mais investimentos por meio da melhoria dos hospitais e ampliação das unidades, além de elevação do piso salarial

Marli Moreira, da Agência Brasil,

27 de fevereiro de 2012 | 01h31

SÃO PAULO - O presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), Cid Carvalhaes, defendeu hoje (26) a necessidade de um fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), em ato que ocorreu no Parque do Ibirapuera. Além de mais investimentos por meio da melhoria dos hospitais já existentes e ampliação das unidades, a categoria quer elevação do piso salarial.

 

Para chamar a atenção da população sobre o conjunto de reivindicações, o Simesp montou duas tendas próximo ao portão 10 do parque, onde profissionais da saúde ficaram à disposição das pessoas que passeavam pelo local para medir a pressão arterial. Das 10h às 14h, foram em torno de mil atendimentos, dos quais foram diagnosticados 25 casos de hipertensão.

 

"Queremos que a população se conscientize de que o SUS é dela e que ela tem de defendê-lo", disse Carvalhaes. Ele informou que em todo o país existem 145 milhões que dependem do atendimento médico gratuito, mas que a precariedade da infraestrutura e a má remuneração está comprometendo a qualidade dos serviços.

 

"No país todo temos um estrangulamento com pacientes at endidos na emergência e sem suporte para continuidade no tratamento", afirmou ele. O líder sindical observou que há uma estimativa do Ministério da Saúde , segundo a qual, neste ano de 2012, haverá um déficit no orçamento do setor de cerca de R$ 40 bilhões.

 

Carvalhaes também criticou o processo de privatização parcial do sistema de saúde, dizendo que ele só serve para amentar o lucro das empresas, dificultando o acesso ao atendimento de quem não pode pagar pelos serviços. Ele defendeu a implantação do plano de cargos e salários e informou que aqueles vinculados ao estado recebem piso inicial de R$ 414,30 e à prefeitura R$ l.273,00.

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