Médicos contradizem PM sobre morte de assaltante

Peritos e médicos ouvidos pelo Estado afirmaram ontem que o assaltante Douglas da Silva Pereira, de 25 anos, que matou com um tiro na cabeça o policial militar Bruno de Castro Ferreira após assalto no centro do Rio, quarta-feira, entrou em choque e morreu quase instantaneamente após baleado. As conclusões colocam em dúvida a versão da Polícia Militar, segundo a qual ele morreu a caminho do hospital, depois de ser alvejado pelo PM no local do assalto.

Gabriela Moreira, O Estado de S.Paulo

20 de novembro de 2010 | 00h00

Nas imagens feitas com exclusividade pela reportagem, Douglas aparece consciente, sem ferimento nem sangramento aparentes, o que, segundo os especialistas, seria impossível se tivesse levado o tiro apontado no laudo de necropsia, que aponta como causa da morte "hemorragia interna por laceração hepática e da veia porta".

Segundo o cirurgião vascular Ivan Arbex, chefe de Clínicas Cirúrgicas do Hospital Municipal Salgado Filho, a veia porta irriga o fígado e, uma vez rompida, provoca sangramento abundante. A Divisão de Homicídios aguarda o resultado de perícias para esclarecer se Douglas foi morto numa troca de tiros com o PM ou se foi executado após deixar o local do crime.

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