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Médico que matou esposa no interior é condenado a 16 anos

Luiz Henrique Semeghini confessou ter matado Simone Maldonado, em 2000, na cidade de Fernandópolis; advogado vai recorrer

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

09 de outubro de 2015 | 11h35

SOROCABA - O médico Luiz Henrique Semeghini, de 56 anos, acusado de assassinar a mulher, Simone Maldonado, com sete tiros, em Fernandópolis, interior de São Paulo, foi condenado a 16 anos e 4 meses de prisão na noite de quinta-feira, 8. A decisão, lida pelo juiz Vinicius Castrequini Bufulin, quase à meia-noite, encerra um processo de 15 anos, um dos mais longos do interior. O advogado do médico, Alberto Zacharias Toron, vai entrar com recurso. Semeghini poderá aguardar o julgamento em liberdade.

O júri, integrado por seis mulheres e um homem, acatou a tese defendida pelo promotor Fernando César de Paula de que Semeghini cometeu o crime sem dar chance de defesa à vítima. Ao justificar a decisão de entrar com recurso, Toron afirmou que a pena foi muito elevada para um réu primário e sem antecedentes criminais.

Moradores e familiares da vítima lotaram o salão do júri, em Fernandópolis. Muita gente não pode entrar e acompanhou o julgamento do lado de fora.

O crime aconteceu em outubro de 2000, depois que o casal chegou de um baile. Na época, Simone tinha 35 anos e falava em separação, com a qual o médico não concordava. Os dois discutiram. Simone já estava deitada quando o médico se aproximou da cama, colocou um travesseiro sobre seu corpo e deu sete tiros.

A filha do casal, então com 13 anos, dormia em outro quarto e não ouviu os disparos. Semeghini fugiu para Londrina, no Paraná, e se apresentou no final de outubro daquele ano, mas ficou deixou a cadeia após quatro meses graças a uma liminar do Tribunal de Justiça.

Em sua confissão, Semeghini afirmou ter cometido o crime em momento de raiva, após a mulher contar que tinha outro relacionamento. O assassinato chocou a cidade. O médico havia sido julgado e condenado em 2008, mas o julgamento foi anulado pela defesa, alegando erro formal na sentença.

No dia 11 de agosto deste ano, o médico chegou a ser preso, acusado pelo Ministério Público de oferecer R$ 50 mil a uma testemunha, mas acabou libertado por falta de provas. O julgamento, marcado para aquele mês, foi adiado pela falta de comparecimento do advogado de defesa.

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