Morre médico espancado em festa irregular na USP

Ex-aluno sofreu traumatismo craniano após discutir com grupo; ele estava internado na UTI do Hospital das Clínicas

Juliana Diógenes, O Estado de S.Paulo

12 Dezembro 2015 | 13h53

O médico Benício Orlando Saraiva Filho Leão, de 39 anos, ex-aluno da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), morreu às 4h da manhã deste sábado, 12, em decorrência do traumatismo craniano que sofreu após ser espancado por um grupo de pessoas durante uma festa irregular na Cidade Universitária, no Butantã, na madrugada do dia 4. A informação foi confirmada pela USP.

Ele estava na UTI do Hospital das Clínicas, em estado grave. Na noite da festa, após as agressões, a Guarda Universitária acionou o Samu e a vítima foi levada para o Hospital Universitário, mas  em função da gravidade do quadro, o médico havia sido transferido para o Hospital das Clínicas.

Imagens das câmeras mostram que o médico esbarrou seu carro em uma bicicleta que estava na via, provocando uma discussão entre ele e duas pessoas. Leão saiu do carro com um objeto não identificado na mão, e a dupla recuou. 

Em seguida, outras pessoas aparecem na cena para ajudar os dois homens, momento em que um tumulto tem início. Uma delas acerta uma pedra no médico. O objeto que estava em sua mão e sua mochila, que estava no interior do veículo, foram roubados após as agressões. 

A Secretaria da Segurança Pública informou, na última semana, que  as imagens de câmeras de monitoramento no local estão sendo analisadas e testemunhas foram chamadas para prestar depoimento.

Irregular. Em nota enviada após o episódio, a USP lamentou e afirmou que a festa, chamada Quinta e Breja, não tinha sido autorizada pela universidade. O evento aconteceu nas imediações da Escola de Comunicações e Artes (ECA). 

A promoção, organização ou realização de qualquer festa é proibida pelo regulamento da universidade, a não ser com autorização prévia. 

O superintendente de Segurança da USP, Antonio Visintin, disse que se o responsável for um aluno, poderá haver expulsão. Ainda de acordo com Visintin, a PM comunitária não age no local da festa, pois se trataria de um espaço do Sindicato dos Servidores da USP. A entidade nega ter ligação com o local.

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