Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Médico é espancado em festa irregular na USP; estado de saúde é grave

Leão, de 39 anos, foi ferido após deixar festa irregular que acontecia no câmpus; polícia usa imagens na investigação

Luiz Fernando Toledo, O Estado de S. Paulo

09 de dezembro de 2015 | 13h49

Atualizada às 20h29

SÃO PAULO - O médico Benício Orlando Saraiva Filho Leão, de 39 anos, ex-aluno da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), foi espancado por um grupo de pessoas durante uma festa irregular na Cidade Universitária, no Butantã, na madrugada da sexta-feira passada. Ele seguia internado na UTI do Hospital das Clínicas, em estado grave, até a noite desta quarta-feira, 9.

Segundo a universidade, a Guarda Universitária acionou o Samu e a vítima foi levada para o Hospital Universitário. Por causa da gravidade do quadro, o médico foi transferido para o Hospital das Clínicas.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, as imagens de câmeras de monitoramento no local estão sendo analisadas e testemunhas foram chamadas para prestar depoimento. 

Imagens das câmeras mostram que o médico esbarrou seu carro em uma bicicleta que estava na via, provocando uma discussão entre ele e duas pessoas. Leão saiu do carro com um objeto não identificado na mão, e a dupla recuou. Em seguida, outras pessoas aparecem na cena para ajudar os dois homens, momento em que um tumulto tem início. Uma delas acerta uma pedra no médico. O objeto que estava em sua mão e sua mochila, que estava no interior do veículo, foram roubados após as agressões. 

Irregular. Em nota, a USP lamentou o episódio e afirmou que a festa, chamada Quinta e Breja, não tinha sido autorizada pela universidade. O evento aconteceu nas imediações da Escola de Comunicações e Artes (ECA). A promoção, organização ou realização de qualquer festa é proibida pelo regulamento da universidade, a não ser com autorização prévia. 

Segundo o superintendente de Segurança da USP, Antonio Visintin, se o responsável for um aluno, poderá haver expulsão. Ainda de acordo com Visintin, a PM comunitária não age no local da festa, pois se trataria de um espaço do Sindicato dos Servidores da USP. A entidade nega ter ligação com o local.

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