Divulgação<br>
Divulgação<br>

Médico é baleado em consultório no centro de São Paulo

Segundo a Polícia Militar, outro médico teria realizado os disparos e depois se matado com um tiro na cabeça

O Estado de S. Paulo

15 Setembro 2014 | 18h53

Atualizada às 21h37

SÃO PAULO - Um dos maiores especialistas em urologia do País, o médico Anuar Ibrahim Mitre, de 65 anos, foi baleado com três tiros, dentro de seu consultório, na tarde desta segunda-feira, 15. A clínica fica na frente do Hospital Sírio-Libanês, onde faz parte do corpo clínico. O acusado do crime, o ex-médico do trabalho Daniel Edmans Forti, deu um tiro na própria cabeça depois dos disparos, segundo a polícia. Ele morreu antes de ser socorrido. 

Integrante do Conselho Consultivo do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio-Libanês, Mitre foi submetido a uma cirurgia na tarde desta segunda no próprio hospital. Embora o centro médico não confirme o estado de saúde, funcionários afirmam que seu quadro é estável.


A Polícia Civil ouviu a secretária de Mitre, que trabalha com ele há 22 anos, mas não quis ser identificada. Ela afirmou que Forti se tratava com a vítima havia cinco anos, mas não tinha consulta prevista na tarde desta segunda. Quando chegou ao prédio, no entanto, ela autorizou a subida e prometeu um encaixe em meio às consultas previstas.

No consultório, no entanto, Forti nem esperou ser anunciado. Entrou na sala de Mitre, xingou o profissional e atirou diversas vezes. Mitre foi atingido na cabeça, no braço e nas costas e, segundo a secretária, estava consciente quando foi socorrido. “Ele está bem, é o que importa. Está fora de perigo e sem sequelas. Ele nasceu de novo, não foi a hora dele”, afirmou. A testemunha contou à polícia que correu para pedir auxílio, logo após ver a cena. 

Busca de auxílio. Ainda segundo a secretária disse, Daniel Forti se tornou paciente do médico porque precisava fazer uma cirurgia na uretra, que até chegou a ser realizada. Anteriormente, no Rio, havia sofrido um acidente de moto e precisou passar por uma cirurgia inicial. Ela não soube dizer, com certeza, mas pode ser que a primeira intervenção não tenha sido eficaz e, por isso, buscou-se Mitre para uma cirurgia reparadora. 

Outras testemunhas, também funcionários do prédio, contaram que ouviram os tiros e correram para a sala onde Mitre trabalha, no 4.º andar. Encontraram tanto o médico quanto o ex-médico ainda vivos. 

O acusado, no entanto, parou de se mexer antes que qualquer socorro chegasse. “O doutor Anuar queria ajuda, então pedi para ele ter calma porque já tinham chamado o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência)”, disse um funcionário.

A vítima, no entanto, acabou sendo levada mais rapidamente para o Sírio em uma cadeira de rodas. O médico Sergio Nahas, do corpo clínico, relatou posteriormente que notou três ferimentos à bala, antes do envio para a cirurgia.

Perícia. Até as 20h30, o corpo de Forti permanecia na sala 44 do prédio, enquanto peritos da Polícia Científica trabalhavam na perícia. Parentes de Mitre estavam no Sírio, mas ninguém falou com a imprensa.

O caso foi registrado no 4.º Distrito Policial da capital (Consolação). A polícia ainda não havia comentado o caso até as 21 horas desta segunda-feira. 



Mais conteúdo sobre:
Sírio Libanês

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.