Médico diz que mulher presa em ferragens não terá seqüelas

Daniela fraturou o punho e bacia em um acidente que envolveu um caminhão betoneira e um ônibus

13 de agosto de 2007 | 15h45

O médico ortopedista do Hospital e Maternidade Madre Theodora, Miguel Chati, responsável por duas cirurgias às quais a assistente administrativa Daniela Camargo, motorista do carro que ficou inteiramente embaixo de um caminhão betoneira, foi submetida na semana passada, informou nesta segunda-feira que as chances de a paciente ficar com seqüelas são muito pequenas.   Daniela fraturou o punho esquerdo e a bacia em um acidente na última terça-feira que envolveu um caminhão betoneira e um ônibus. "Foi surpreendente a atitude dela perante o que aconteceu. Ela se mostrou tranqüila, lúcida e receptiva em relação aos procedimentos cirúrgicos", afirmou o médico. Ela ficará dois meses em uma cadeira de rodas.   A assistente administrativa já está fazendo fisioterapia respiratória e iniciou os procedimentos de fisioterapia motora. Daniela foi transferida da UTI para um apartamento particular no hospital na noite deste domingo. Segundo o ortopedista, não há previsão de alta. "Ela é e está extremamente tranqüila. Quando ela tiver a real dimensão do que aconteceu, que na verdade foi um milagre, talvez mude", disse o médico.   Daniela ficou quase quatro horas presa entre as ferragens de seu Fiat Uno na noite de terça, em um semáforo entre as avenidas Francisco de Paula Sousa e Jorge Tibiriçá, no Jardim dos Oliveiras, em Campinas. Tinha apenas uma fresta sobre a cabeça para respirar. O veículo ficou prensado entre um ônibus fretado e um caminhão betoneira que carregava cimento. O carro ficou irreconhecível.

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