Médico desaparecido tinha crise alérgica e usava anti-histamínico

De acordo com a filha de Roberto Gomes, o pai se sentia sonolento e a medicação reforçou um quadro de labirintite

Diego Moura, Especial para O Estado

03 Dezembro 2014 | 22h48

SÃO PAULO - O oncologista capixaba desaparecido desde a última sexta-feira, 28, Roberto Gomes, de 67 anos, fazia uso de medicamento anti-histamínico para combater uma forte alergia alimentar, segundo sua filha. De acordo com Roberta Gomes, o pai se sentia sonolento, e a medicação também reforçou um quadro de labirintite. 

A filha de Gomes, que é engenheira e professora da Universidade Federal do Espírito Santo, acompanha em Vitória o caso. O irmão de Roberta, Leonardo Gomes, está em São Paulo e acompanha o trabalho da polícia. Uma prima e um colega da professora também apoiam as buscas. "A polícia tem acompanhado e dado a atenção necessária ao caso", contou Roberta. 

Sumiço. Na quinta-feira à noite, Roberto Gomes contatou a família pela última vez. O médico informou que não conseguiu comprar passagem para sexta-feira e que voltaria para casa no sábado à tarde. Imagens de câmeras de segurança obtidas pela polícia no hotel em que Gomes se hospedou, na Avenida Paulista, o mostram saindo do hotel na manhã de sábado com uma sacola na mão, depois de deixar as malas na recepção para, aparentemente, voltar para buscá-las quando tivesse de ir ao aeroporto. 

Roberta disse que era comum o pai deixar todos os pertences - inclusive celular e documentos - no hotel por motivos de segurança. Entretanto, ele não retornou ao hotel. Sua última compra pelo cartão de crédito, efetuada ainda na sexta-feira, foi a passagem de volta. Ele não confirmou o embarque. A polícia ficou sabendo do desaparecimento pelo filho do oncologista.

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