Medicamento em falta

FALTA DE ORGANIZAÇÃO DO MINISTÉRIO DA SAÚDE

O Estado de S.Paulo

05 de fevereiro de 2013 | 02h05

Faço um tratamento para esclerose múltipla com o medicamento Copaxone (Glatiramer 20 mg), que retiro todo mês na Santa Casa de Misericórdia, pela farmácia de alto custo. Mas em janeiro ao ir buscá-lo soube que o remédio não tinha chegado e não havia previsão. Entrei em contato com o laboratório responsável, que informou que o remédio já tinha sido enviado. Liguei para a Ouvidoria da Secretaria Estadual da Saúde para registrar uma reclamação e fui informada de que eles possuem 30 dias para respondê-la! Qualquer empresa privada tem 7 dias úteis para isso! O que me deixa espantada é a falta de preocupação com a interrupção do tratamento, que pode resultar em perda de movimentos, náuseas, etc. No dia 23 liguei para a farmácia e soube que a cota distribuída para o País foi menor e que possivelmente não receberia em janeiro. FERNANDA FERREIRA / SÃO PAULO

A Secretaria de Estado da Saúde informa que a competência pela compra do medicamento Glatiramer é do Ministério da Saúde, que repassa ao Estado para distribuição nas Farmácias de Medicamentos Especializados. A entrega prevista para o período de 10 a 20 de dezembro de 2012 ocorreu com atraso. A secretaria o recebeu em 17 de janeiro. A paciente Fernanda retirou o medicamento em 29 de janeiro.

A leitora confirma: Eu retirei a medicação no dia 29/1, mas ela tinha acabado em 17/1, ou seja, fiquei sem a medicação durante 12 dias, o que atrapalha o tratamento. Nesta ocasião também soube que o Ministério da Saúde não envia a quantidade de medicamento suficiente para todos os pacientes cadastrados na Santa Casa, portanto, assim que soube que a medicação havia chegado fui correndo retirá-la para não correr o risco de ficar sem.

CPTM - VILA AURORA

Obras de estação atrasadas

As obras da Estação Vila Aurora da CPTM seguem em ritmo lento - o cronograma de construção da estação teve início em 2007. Estamos em 2013 - a conclusão das obras havia sido prometida para janeiro de 2010 - e a estação ainda não está pronta nem há previsão de entrega. Parece que não há interesse em entregá-la à população. Enquanto isso, moradores da Vila Lucrécia, Vila Aurora, Conjunto Habitacional Voith, Jardim Rincão, Cantagalo, Jardim Ipanema, Parque Nações Unidas, entre outras áreas da região, sofrem com a falta de transporte.

MARIA MADALENA DA SILVA

/ SÃO PAULO

A CPTM informa que as obras da Estação Vila Aurora estão em andamento e a previsão de conclusão é neste 1º semestre. Em 2009, o consórcio vencedor da licitação começou as obras, porém, por não cumprir prazos, teve o contrato rescindido. O contrato foi então assinado com o 2º colocado da licitação, razão pela qual o cronograma de entrega da estação passou por alteração.

A leitora comenta: Pelo ritmo da obra, não creio que a estação fique pronta neste ano.

ENROLAÇÃO DA SKY

Crédito em vez de estorno

Recebi uma ligação da SKY para saber sobre minha satisfação com a empresa. Ocorre que uma semana antes eu havia recebido uma oferta mais vantajosa da concorrente e informei isso ao atendente. Ele então cobriu a oferta: eu ganharia alguns canais e um outro seria gratuito por três meses. Só que um mês depois recebi uma conta com valores que superavam o dobro do que eu pagava! Reclamei e a SKY, em vez de estornar o valor indevido, me ofereceu um crédito. Não aceito!

JOSÉ CARLOS VASCONCELLOS JR. / SÃO PAULO

Um funcionário da SKY diz que entrou em contato com o leitor em 18/1 e acatou o pedido de cancelamento da assinatura.

O leitor reclama: A "solução" da SKY atendeu apenas aos interesses da empresa. Notei o erro na cobrança em 5/1, mas fui enrolado por duas semanas e agora terei de esperar de 30 a 60 dias pelo estorno.

CIA. AÉREA AMERICANA

Diferença no tratamento

Acompanho pela Coluna o descontentamento de clientes da TAM e da GOL em relação a atendimentos, atrasos e milhas. Minha filha, que mora nos EUA, precisava resgatar pontos numa companhia americana, mas, por problemas pessoais, perdeu o prazo. Ela explicou à companhia os motivos que a levaram a perder o prazo. No outro dia, recebeu e-mail da empresa lamentando e oferecendo passagens para toda a família na intenção de amenizar os transtornos. Eis a diferença no trato e o que fideliza o cliente. No Brasil, quanto mais o cidadão é maltratado, mais as empresas lucram.

IZABEL AVALLONE / SÃO PAULO

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