Medicamento em falta

DESABASTECIMENTO NO SUS

O Estado de S.Paulo

31 de maio de 2012 | 03h09

Minha mãe tem um problema ocular que é controlado somente por meio do uso do medicamento Ranibizumabe, cuja ampola custa aproximadamente R$ 5 mil. Como ela não dispõe de recursos para a compra do remédio, desde 2009 o medicamento é fornecido mediante ordem judicial. Neste mês, porém, a ordem judicial foi desacatada. Entrei em contato com as Ouvidorias das Secretarias da Saúde do Estado e federal, que não fizeram absolutamente nada. A cada dia que passa o problema piora e, se não cuidar, pode se tornar irreversível. A Coordenação de Demandas Estratégicas do Sistema Único de Saúde também disse não poder fazer nada e que eu teria de aguardar. Até quando? Até minha mãe ficar cega?

RICARDO MELLO BARRETO ALGODOAL / SÃO PAULO

A Coordenação de Demandas Estratégicas do Sistema Único de Saúde esclarece que, em razão de aumento inesperado de demanda,

houve desabastecimento temporário do medicamento. O processo de compra já teve início e, enquanto a compra não for finalizada, o medicamento será remanejado de uma outra farmácia para atender a paciente.

O leitor relata: Finalmente, ontem, ao telefonar ao dispensário, fui informado de que receberam o medicamento. No entanto, não me foi dada nenhuma explicação para o atraso na entrega do remédio, que deveria estar disponível em 7/5. O fato de alguém não cumprir uma ordem judicial em qualquer lugar do mundo é crime e, neste caso, portanto, alguém deveria ser responsabilizado.

RADIAL LESTE

Risco no farol de pedestre

Moro na Avenida Alcântara Machado (Radial Leste) e tenho notado que todos os sinais de trânsito para a travessia de pedestres - na esquina da Rua João Tobias, por exemplo - são uma lástima. Para a passagem de veículos, o sinal fica aberto quase cinco minutos; já o tempo para os pedestres atravessarem as quatro pistas é de apenas 30 segundos. Presenciei idosos, pessoas com deficiência e mulheres com crianças no colo quase sendo atropelados.

AGOSTINHO LOCCI / SÃO PAULO

A CET informa que o ciclo semafórico no local citado varia de 150 a 180 segundos e que a espera máxima para o pedestre atravessar é de 135 segundos, nos horários de pico. A única exceção pode ocorrer quando é constatada interferência no corredor Radial, o que pode levar a uma alteração semafórica momentânea, aumentando o ciclo e, assim, a espera para a via transversal (Rua João Tobias) e para os pedestres. Informa que os tempos estão dentro dos padrões de segurança e fluidez da CET/DSV. As esperas mais longas da Rua João Tobias e dos pedestres ocorrem por causa do grande volume de veículos que utilizam a Radial Leste. Alterações semafóricas com redução de tempo da via principal causariam ainda mais transtornos aos usuários, como congestionamentos.

O leitor critica: Essa lengalenga da resposta da CET todo mundo conhece, mas o fato é que muitos pedestres não conseguem atravessar nesse tempo.

TACA/AVIANCA

6 meses e nada do estorno

Em novembro de 2011 minha filha comprou passagens da Avianca. Como seu noivo sofreu um grave acidente e não pôde viajar, ela cancelou as duas passagens na Taca, que, no Brasil, é representada pela Avianca. Mediante o envio de vários documentos, a companhia prometeu fazer o estorno. Como o estorno não foi feito, em março fizemos a primeira reclamação e a companhia confirmou que a devolução do dinheiro fora aprovada em janeiro. Nada aconteceu. Em abril, liguei e a resposta foi de que os valores tinham sido restituídos em janeiro. Verificamos nas faturas do cartão, e nada constava. Em 18/5 ligamos outra vez e avisaram que haviam feito o estorno em 10/5, mas nada!

ARMANDO NATALI JR.

/ SÃO PAULO

A Avianca informa que prestou todos os esclarecimentos sobre o assunto e tomou as providências necessárias.

O leitor desmente: A resposta da Avianca não é verdadeira, pois nada foi estornado.

FALTA DE FISCALIZAÇÃO

Cidade limpa?

O tema Cidade Limpa deve retornar à pauta. Placas publicitárias e cartazes cobrem muros, postes e esquinas em diversos bairros da cidade. Sugiro uma visita na Vila Sônia, nas imediações do Colégio Santo Américo.

MARIA CORREA / SÃO PAULO

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