Média de mortes na capital passa de quatro por dia

No trimestre, homicídios cresceram 24,7% em comparação com o mesmo período de 2011; nº não inclui resistência seguida de morte nem latrocínio

BRUNO PAES MANSO, RODRIGO BURGARELLI, O Estado de S.Paulo

26 Outubro 2012 | 03h02

Ocorrências envolvendo execução de policiais militares e mortes suspeitas de civis contribuíram para que os homicídios crescessem 96% em setembro na capital paulista, em relação ao mesmo período do ano passado. Foram 135 casos, mais de quatro ocorrências por dia, o maior valor mensal desde que a série começou a ser publicada, em janeiro do ano passado. Em setembro de 2011, foram 69 assassinatos.

Casos de homicídios dolosos não contabilizam resistências seguidas de morte - quando a vítima é morta em confronto com a polícia - nem latrocínios - roubos seguidos de morte. Os dados foram divulgados ontem pela Secretaria da Segurança Pública.

Neste trimestre, os homicídios na capital cresceram 24,7%. Só em setembro, houve cinco mortes de policiais militares. A tendência de aumento de violência se consolidou ao longo do ano: os 919 homicídios ocorridos nos nove primeiros meses ficaram 22,7% acima do total do mesmo período de 2011. O crescimento teve início em março e, depois disso, apenas em junho houve menos assassinatos.

Zona sul. Como costuma ocorrer historicamente, a zona sul lidera o ranking de assassinatos em São Paulo. Juntos, Parque Santo Antônio, Jardim Herculano e Capão Redondo tiveram 118 ocorrências entre janeiro e setembro. Jaçanã, na zona norte, ficou na 4.ª posição, com 32 homicídios, um a mais do que o Campo Limpo, também na zona sul.

O repique nos casos de roubos seguidos de morte também foi grande. As 13 ocorrências em setembro na capital representam aumento de 225% ante setembro passado, com 4 casos. O crescimento dos latrocínios no trimestre na capital foi de 61% e o total chegou a 29 ocorrências.

A boa notícia nos dados da segurança é que os crimes contra o patrimônio diminuíram em setembro na capital, depois de uma série ininterrupta de crescimento. O roubo e o furto de veículos caíram, juntos, 51,6%. Roubos em geral também diminuíram 6,8%. A queda na capital também se confirma no trimestre para roubo e furto de veículos (-6,8%), mas permanece crescendo (7%) ao se considerar o acumulado do ano.

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