MEC defende Enem para bolsa no exterior

Durante coletiva de imprensa para apresentar os resultados do Enade 2012, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, defendeu a obrigatoriedade do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para a seleção de bolsas do Ciência sem Fronteiras. Reportagem do Estado publicada ontem mostrou que candidatos de graduação de instituições como o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e o Instituto Militar de Engenharia (IME) não conseguirão fazer o intercâmbio.

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

08 de outubro de 2013 | 02h08

Esses alunos não poderão usar a nota do Enem 2013 para bolsas do Ciência sem Fronteiras, já que a prova será realizada depois da divulgação das convocações do primeiro semestre. "O fato de o critério de acesso ser o Enem não prejudica, porque a maioria dos concluintes faz o Enem. E mesmo os alunos que fazem vestibulares isolados, fazem o Enem. O ITA, que está citado na matéria, tem 118 estudantes no Ciência sem Fronteiras", disse Mercadante.

O Ministro ressaltou o aspecto "republicano" do Enem. "A régua é para todos: é o Enem, é uma régua republicana, mesmo critério de acesso para qualquer estudante. Já superamos a fase do QI, quem indica; agora é o desempenho", declarou.

O Enem se tornou obrigatório para a seleção do Ciência sem Fronteiras (CsF) em junho. O Ministério da Educação (MEC) mudou as regras do edital do programa de graduação sem aviso prévio e três dias antes do prazo final de inscrição do Enem 2013. / R.M.M.

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