Mauá anuncia rodízio de água e culpa Sabesp

Com cerca de 450 mil habitantes, o município é o segundo da Grande São Paulo a adotar medida em meio à crise de estiagem

Fabio Leite, O Estado de S. Paulo

18 Setembro 2014 | 22h28

A cidade de Mauá, na região do ABC paulista, anunciou nesta quinta-feira, 18, que vai iniciar em outubro um racionamento oficial de água. Com cerca de 450 mil habitantes, o município é o segundo da Grande São Paulo a adotar o rodízio em meio à crise de estiagem nos mananciais que abastecem a região metropolitana. Desde março, Guarulhos já restringe o fornecimento de água a seus moradores.

Segundo a autarquia Saneamento Básico Municipal de Mauá (Sama), responsável pela distribuição de água na cidade, a medida ocorre porque a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) reduziu em 22% o volume de água vendido ao município, de 600 litros por segundo para 450 litros por segundo, mesma justificativa dada por Guarulhos no início do ano.

“O reservatório de Mauá tem capacidade para armazenar 30 milhões de litros, mas, com essa redução, perdemos uma margem segura para abastecimento da cidade. Por isso, adotamos esse revezamento de abastecimento”, afirmou o superintendente da Sama, Paulo Sérgio Pereira. O rodízio ocorrerá a partir de 1.º de outubro e os moradores ficarão sem água durante um dia da semana.

Crítica. Segundo Pereira, 70% da cidade é abastecida pelo Sistema Rio Claro e outros 30% pelo Alto Tietê. Ambos estão sendo usados pela Sabesp para socorrer regiões atendidas pelo Cantareira, cuja situação é a mais crítica. Em nota, a assessoria de imprensa da Sabesp negou a redução e informou que neste ano a cidade de Mauá recebeu 5,5% a mais do que em 2013, chegando a 1.194 litros por segundo. De acordo com a empresa, outras cidades conseguiram reduzir o volume de água utilizado no período. 

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