Matarazzo tenta imprimir marca de ''xerife'' da Cultura

Inicialmente, a gestão de Andrea Matarazzo na Secretaria de Estado da Cultura é tampão - ele assumiu em maio, a oito meses do fim do atual mandato. Portanto, a decisão (e vontade política) de tirar do papel a função de fiscalização do Condephaat e multar infrações em imóveis tombados no Estado é a chance de, em pouco tempo, deixar a marca na Cultura paulista.

Bastidores: Vitor Hugo Brandalise e Edison Veiga, O Estado de S.Paulo

26 de junho de 2010 | 00h00

Se por um lado isso reflete uma preocupação concreta em fortalecer a proteção ao patrimônio paulista - uma vez que o Condephaat passa a contar com uma "mão visível" contra abandonos, negligências e vandalismos históricos -, por outro, a medida repercute mal entre técnicos, arquitetos e conselheiros do órgão. Porque o fato é que há uma queixa antiga de que a demanda de trabalho é maior do que a mão de obra que atua ali (são 26 arquitetos), o que justifica a defasagem no andamento dos processos para novos tombamentos.

Ao comprar essa briga interna - sem, é claro, admitir publicamente que existe o descontentamento -, Matarazzo tenta fazer valer o rótulo de "xerifão", que o acompanha desde os tempos de secretário das Subprefeituras. Palavra essa que carrega duas acepções evidentes, para o bem e para o mal. É o homem que tem pulso firme, mas se perder a mão, deixa à mostra um ranço autoritário.

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