Matarazzo diz que indiciamento em caso de propina é 'um disparate'

Vereador afirma que não teve conhecimento, não discutiu nem assinou nenhum aditivo ou contrato que esteja sendo investigado pela Polícia Federal

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

09 de agosto de 2013 | 15h02

SÃO PAULO - O vereador Andrea Matarazzo (PSDB) diz que seu indiciamento por participação em um esquema que envolvia pagamento de propina por parte da empresa francesa Alstom para políticos brasileiros é "um disparate", em nota encaminhada à imprensa na tarde desta sexta-feira, 9.

O vereador disse que não teve conhecimento, não discutiu nem assinou nenhum aditivo ou contrato que esteja sendo investigado pela Polícia Federal, órgão responsável por sua denúncia à Justiça. "Não sou sequer citado na troca de correspondência entre executivos da Alstom, em 1997, que consta em documento da Polícia Federal, um ano antes de eu me tornar secretário de Energia", diz a nota do vereador.

"Os indícios apontados pelo delegado da Polícia Federal são o fato de eu ter sido secretário de Energia e pertencer ao mesmo partido político que governava São Paulo", afirma ainda o texto.

Na avaliação da Polícia Federal, Matarazzo não tinha como não saber do esquema que, segundo a polícia, resultou no pagamento de propinas.

Segundo a investigação, a Alstom contratou empresas de consultoria de fachada para repassar parte dos pagamentos oriundos de um contrato para fornecimento de máquinas para o Estado. Essas empresas, offshores (sediadas em países onde não há controle da entrada de capitais), transferiram o dinheiro para dirigentes da estatal. Ainda segundo a PF, os receptores do dinheiro teriam dito que parte dele iria "para o partido".

"É com muita indignação e repulsa que vejo meu nome envolvido, pela primeira vez em 20 anos de vida pública, em denúncias infundadas sobre assuntos dos quais jamais tive conhecimento ou participação", termina a nota de Matarazzo.

Na quinta-feira, a defesa da EPTE entrou com uma reclamação no Supremo Tribunal Federal para tentar travar a investigação, sob o argumento de que os acusados não tiveram acesso ao processo.

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