Masp vira área de meditação

Pelo menos 150 pessoas se reuniram ontem, ao meio-dia, no vão livre para 'alcançar a paz'No meio do caos. Barulho dos ônibus nem foi notado

Mariana Lenharo, O Estado de S.Paulo

22 de setembro de 2010 | 00h00

O barulho dos ônibus que circulavam pela Avenida Paulista por volta das 12h30 de ontem passou despercebido. O som dos passos e das conversas da multidão que ocupava as calçadas na hora do almoço foi ignorado. Durante 25 minutos, a paz reinou no meio do caos, pelo menos para as 150 pessoas que se reuniram no vão livre do Masp para meditar.

A iniciativa de levar a prática milenar para o olho do furacão do estresse urbano foi da Fundação Arte de Viver, organização internacional que desenvolve programas sociais e apresenta meditação e ioga para comunidades carentes.

No ano passado, o evento já tinha reunido o mesmo número de pessoas no mesmo espaço. Ontem, quem passava pelo local era convidado a se sentar no chão e relaxar. "Foi muito legal e resolvemos repetir no vão livre do Masp", conta Alexandre Rocha, instrutor de meditação e um dos organizadores do evento. "Queremos mostrar que a paz está dentro de cada um e que é possível alcançar essa paz em qualquer lugar."

Segundo Rocha, para começar a meditar é importante ter a ajuda de um instrutor. "Sem orientação, a pessoa pode cair em conceitos errados."

Segundo a bióloga Elisa Kozasa, pesquisadora da Unifesp, os benefícios da meditação para a saúde são comprovados cientificamente. "Existem vários trabalhos que já mostram que a prática meditativa regular pode reduzir a hipertensão, a ansiedade e todas as doenças relacionadas a estresse", explica. "Hoje existem pesquisas que mostram que pessoas que meditam regularmente têm as áreas relacionadas à atenção no cérebro mais ativas."

O empresário Winston Petty, de 31 anos, tinha um quadro de ansiedade clínica desde os 21 anos. "Com terapia e remédios aprendi a lidar com aquela condição. Mas com a meditação senti uma paz mental mais forte."

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