Masp é o local mais procurado por turistas

Centrais de informação de SP atenderam 2,4 mil pessoas; 11,7% queriam ver o museu

Luiz Guilherme Gerbelli, O Estado de S.Paulo

29 de maio de 2010 | 00h00

O Museu de Arte de São Paulo (Masp) é o local mais procurado pelos turistas que visitam a capital paulista, segundo levantamento da São Paulo Turismo (SPTuris). O local é o preferido por 11,7% dos visitantes. Realizada entre 2007 e 2009, a pesquisa ouviu 2,4 mil turistas que utilizaram as Centrais de Informação Turística (CITs) da cidade.

A Avenida Paulista (10,4%), o Parque do Ibirapuera (10,1%), o centro (8%) e o Mercado Municipal (7%) são outros pontos em alta entre os visitantes.

Situadas em locais de fácil acesso para os turistas, as CITs disponibilizam mapas, roteiros culturais e gastronômico, além de itinerários de ônibus e de metrô. Em abril, 5.719 pessoas usaram a rede. Os brasileiros correspondem a 33% das pessoas que procuram atendimento, seguidos pelos americanos (6,6%), argentinos (6%), ingleses (4,3%) e peruanos (4,1%).

A liderança do Masp na pesquisa é encarada com naturalidade pelo assessor de Comunicação do museu, Paulo Alves. Para ele, desde a criação do espaço, em outubro de 1947, todos os curadores se preocuparam em obter um acervo que o tornasse um museu de referência no Hemisfério Sul. "Normalmente, são organizadas exposições de outros países e que estariam em qualquer capital mundial", diz Alves.

Em 2009, 678 mil pessoas visitaram o Masp. Desse total, cerca de 65% entraram no museu de forma gratuita, por causa de programas de isenção para crianças e idosos. O segundo museu mais visitado da cidade, a Pinacoteca do Estado, na Luz, recebeu 500 mil pessoas.

Trabalho e turismo. A arquiteta Dóris Villas-Boas, de 33 anos, veio a negócios para São Paulo, mas esticou a viagem com o objetivo de conhecer o Masp. "Já vim várias vezes a São Paulo e sempre foi muito bom", diz. Da capital paulista, ela deverá partir para Campos de Jordão, no interior.

O mesmo destino terão os amigos costa-riquenhos Adriana Sancho, de 29 anos, e Carlos Pisalta, de 32. A psicóloga e o advogado vieram a São Paulo para participar de uma feira médica. "As informações gerais repassadas na central foram boas, mas os dados sobre as linhas de ônibus podiam ser mais detalhados", afirma Pisalta. Ele também reclama que é difícil localizar as CITs porque os letreiros são pequenos.

O diretor de Turismo da SPTuris, Luiz Sales, diz que algumas carências dos postos podem ser corrigidas, mas eles seguem uma identificação "de padrão internacional". Até setembro, dois postos deverão ser inaugurados na área central da cidade: um na Praça da República e outro no Mercado Municipal.

Crescimento. Para Sales, São Paulo vive um processo de internacionalização. A cidade tem cerca de 300 placas bilíngues. "É uma consequência em cascata bem vista, já que estamos atraindo mais gente. O turismo também tem uma mão de obra intensa. A cidade ganha muito com isso." Ele espera que o desempenho do turismo em São Paulo neste ano seja maior do que o verificado em 2009. Até abril, a cidade arrecadou R$ 50 milhões com o setor - o melhor quadrimestre em 12 anos.

Professora de Turismo do Senac, Laura Santi diz que o setor tem crescido nos últimos anos porque passou a ser encarado como uma forma de lazer por toda a população. "No início, o turismo era mais elitizado e relacionado às pessoas que não tinham mais o que fazer."

A coordenadora do curso de Turismo da Universidade Anhembi Morumbi, Andrea Nakane ressalta que São Paulo ganhou visibilidade como destino de lazer. "Durante muito tempo, a cidade recebeu a marca de capital do turismo de negócio."

Onde ir

AEROPORTO DE CUMBICA: ÁREAS DE DESEMBARQUE DOS TERMINAIS 1 E 2, DAS 6H ÀS 22H. CIT OLIDO: AV. SÃO JOÃO, 473, DAS 9H ÀS 18H. RODOVIÁRIA DO TIETÊ: NO DESEMBARQUE, DAS 6H ÀS 22H). CIT PAULISTA: AV. PAULISTA, 1.853, DAS 8H ÀS 20H. CIT ANHEMBI (FUNCIONA QUANDO HÁ EVENTOS). CIT GLS: RUA FREI CANECA, 1.057, DAS 10H ÀS 19H). CIT SELT: RUA XV DE NOVEMBRO, 347, TÉRREO, DAS 10H ÀS 17H).

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