JB Neto/Estadão
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Masp é a atração número 1 para turista

O espaço foi o mais procurado por 26% dos brasileiros e 14,5% dos estrangeiros

Artur Rodrigues, O Estado de S.Paulo

18 de fevereiro de 2013 | 02h04

Renoir, Monet, Manet, Cézanne, Van Gogh, Gauguin e Modigliani, Goya, Velázquez e, para fechar o time do Masp, a arquiteta Lina Bo Bardi. Fica difícil competir com o principal acervo da América Latina, em um dos prédios mais marcantes da cidade, fincado bem no meio da Avenida Paulista, região central de São Paulo.

Não é à toa que o museu é o principal ponto turístico da cidade, de acordo com pesquisa da São Paulo Turismo (SPTuris). A enquete foi feita com 4.817 turistas que responderam a questionário em uma das oito centrais de informações turísticas espalhadas pela cidade. O espaço foi o mais procurado por 26% dos brasileiros. Entre os estrangeiros, é a principal atração para 14,5% .

"As pessoas associam a imagem do Masp à da cidade de São Paulo", diz a diretora de turismo da SPTuris, Luciane Leite. Para ela, o museu é o ponto mais forte de uma das vocações da cidade: o turismo cultural.

O museu foi fundado em 1947, idealizado pelo jornalista Assis Chateaubriand e pelo crítico Pietro Maria Bardi. Inicialmente, ficava em quatro andares do prédio dos Diários Associados, de Chateaubriand. O prédio sustentado por quatro colunas, com um vão livre de 74 metros, desenhado por Lina Bo Bardi, só foi inaugurado em 1968. O evento contou até com a presença da rainha Elizabeth II da Inglaterra.

Diariamente, o Masp recebe cerca de 2,5 mil pessoas. No ano passado, foram 845.101 visitantes. Moradora de Valinhos, Cláudia Galian, de 47 anos, levou a filha adolescente para conhecer o acervo de 8 mil peças na última quinta-feira. "É tudo bem interessante. Mas seria melhor se o banheiro não fosse só no subsolo e se houvesse bebedouros espalhados", afirma ela, que também passou pelo Museu Brasileiro de Escultura, na zona sul, e pela Pinacoteca, no centro.

A economista argentina Sofia Sanz, de 27 anos, afirma que gostou do Masp mais pela arquitetura do que pelos quadros. No mesmo dia que conheceu o Masp, o que mais a cativou foi a principal atração gastronômica da cidade. "Gostei muito do Mercado Municipal", diz.

Com 80 anos recém-completados, o Mercadão está no segundo lugar no ranking dos turistas brasileiros e em terceiro na lista dos estrangeiros. O Parque do Ibirapuera também está no páreo entre os preferidos.

De acordo com Luciane Leite, da SPTuris, outro trunfo de São Paulo são os museus interativos. Na lista estão o Museu do Futebol, o da Língua Portuguesa e a Fundação Catavento.

Minoria. O entretenimento e a cultura, porém, ainda são exceções entre os turistas que vêm para São Paulo. A viagem é de negócios para 57,3% dos turistas que vêm para a cidade e de eventos para 18,7%, de acordo com balanço do ano passado realizado pela SPTuris.

De acordo com o estudo, o perfil médio do visitante é de homens, viajando sozinhos, que chegam à cidade de avião. O tempo médio de estadia é de três dias. O gasto no período é de R$ 1,4 mil.

A SPTuris criou um programa para tentar convencer os executivos que vêm à cidade a ficar mais um dia e conhecer as atrações culturais e gastronômicas da cidade.

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