Máscaras são tiradas de banheiro de aviões

Medida antiterror determinada pela Anac segue diretriz adotada nos Estados Unidos

Márcio Pinho, O Estado de S.Paulo

05 Março 2011 | 00h00

As companhias aéreas que atuam no Brasil estão retirando as máscaras de oxigênio dos banheiros. A medida foi determinada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que afirma seguir norma semelhante adotada pela FAA, a agência que regula a aviação nos Estados Unidos.

A medida valerá para toda a frota que atua regularmente no País - cerca de 400 aviões. Até mesmo aeronaves que atuam em trajetos domésticos, como a ponte área Rio-São Paulo, precisam estar adaptadas. As principais companhias brasileiras afirmam que estão seguindo as diretrizes da Anac - é o caso da TAM e da Gol.

Trata-se de uma diretriz de segurança e de prevenção ao terrorismo nos EUA, segundo a Anac. O governo americano teria detectado a possibilidade de o objeto ser usado como explosivo nos banheiros, onde um terrorista teria maior liberdade para agir.

As medidas de segurança na área crescem desde o atentado ao World Trade Center, em 2001, quando aviões foram sequestrados. Procurada, a FAA não se manifestou sobre a nova medida. A Anac diz que quando se trata de medida de segurança, o Brasil costuma seguir.

Sem ar. O prejuízo da medida fica para o passageiro que estiver no banheiro, no caso de um problema momentâneo no avião. A cabine tem pressão e temperatura ideais, mas do lado de fora a pressão é muito menor. Sem a máscara, a dificuldade para absorver oxigênio aumenta, assim como as chances de o passageiro perder a consciência.

A Anac, porém, afirma que o fornecimento de oxigênio suplementar é necessário apenas no caso de um evento "bastante improvável de perda muito rápida da pressão da cabine". A descompressão é rara segundo a agência, ainda mais de forma rápida, e todos os aviões têm unidades de oxigênio adicionais.

Caso ela ocorra, segundo a Anac, os pilotos são treinados a descer imediatamente a uma altitude onde o uso de máscara não é necessário. "Essa descida é bastante rápida", afirmou a Anac. Uma eventual dificuldade, nesse caso, poderia ser a falta do cinto para quem estiver no banheiro.

Os comissários de bordo são treinados para esse tipo de situação e devem vistoriar cabine e lavatórios e assistir os pacientes. Podem usar cilindros de oxigênio que os permitem andar pela aeronave. A Anac diz que enfatiza o procedimento na Diretriz de Aeronavegabilidade.

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