Martinelli é invadido por manifestantes

Cerca de 600 manifestantes invadiram no fim da manhã de ontem o Edifício Martinelli, sede de três secretarias da administração municipal (Habitação/Sehab, Desenvolvimento Urbano e Controle Urbano). Organizados pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), pediam a retomada de obras paradas e a suspensão de ações de despejo em comunidades da região do M"Boi Mirim, na zona sul.

Felipe Frazão, O Estado de S.Paulo

21 de abril de 2011 | 00h00

Os manifestantes entraram no prédio e chegaram ao primeiro andar, mas foram expulsos - um agente de segurança fraturou a costela. O edifício ficou fechado até as 16 horas, o que fez com que centenas de funcionários que tinham saído para o almoço não pudessem retornar. Até o secretário de Habitação, Ricardo Leite, ficou para fora.

Central de habitação. Famílias inteiras de comunidades carentes da zona sul ainda bloquearam a entrada da Central de Habitação, da Prefeitura, na Avenida São João. À tarde, uma comissão conseguiu se reunir com dirigentes da Sehab e os manifestantes deixaram o prédio.

A secretaria informou que obras na Chácara Bananal, Jardim Arizona e Boulevard da Paz - interrompidas por autuação da Secretaria do Verde e Meio Ambiente - serão retomadas em maio. E explicou que despejou moradores de uma rua do Capão Redondo por estarem em área de alto risco. Eles vão receber auxílio aluguel de R$ 300.

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