Marta evita entrar na polêmica sobre as taxas aeroportuárias

Ministra do Turismo não comenta aumento de tarifas e diz que Jobim se empenha para melhorar Congonhas

Alexandre Inacio, de O Estado de S.Paulo

02 de dezembro de 2007 | 15h16

A ministra do Turismo, Marta Suplicy (PT), evitou entrar na polêmica sobre o estudo elaborado pela secretária de Aviação Civil, Solange Vieira, que prevê o reajuste das taxas aeroportuárias nos aeroportos de São Paulo. Evasiva, quando questionada sobre as conseqüências para o turismo interno no Brasil e se a medida poderia atrapalhar seus planos de popularização das viagens de avião, ela disse que "o ministro (Jobim) está se empenhando para melhorar Congonhas, tomando algumas medidas que ele acha necessário". Indagada novamente sobre os eventuais prejuízos para o turismo nacional, a ministra encerrou o assunto: "Acho que eu respondi", limitou-se a dizer.  Com tarifas mais caras e com todos os problemas enfrentados nos aeroportos de São Paulo, a ministra tem concentrado seus esforços nos turistas estrangeiros. A ex-prefeita paulista disse que a partir do primeiro semestre de 2008, mais companhias aéreas americanas passarão a fazer vôos diretos para o Nordeste, um dos principais atrativos nacionais no verão. "Conseguimos que mais companhias aéreas americanas viagem pela primeira vez para o Nordeste. Estamos fazendo uma campanha agressiva no exterior e temos muita chance de trazer mais pessoas para o Brasil", disse. Ela atribuiu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a seu papel no exterior o fato de os turistas estrangeiros não confundirem mais o Brasil com a capital argentina, Buenos Aires. Para a ministra, o patamar de conhecimento sobre o País mudou no mercado de turismo internacional, mas ainda existem limitações a respeito dos lugares e atrativos nacionais. "As pessoas não sabem o que tem para fazer no Brasil. Elas conhecem o carnaval, o samba e o futebol, mas não sabem para onde ir", disse.   

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