Maroni Filho, do Bahamas, apela para STF para revogar prisão

Empresário detido na terça-feira entrou com pedido de habeas-corpus pela terceira vez

Oswaldo Faustino, Agência Estado

18 de agosto de 2007 | 08h08

O empresário Oscar Maroni Filho, dono da boate Bahamas, na zona sul da capital paulista, entrou no Supremo Tribunal Federal com habeas-corpus pedindo liminar de revogação de sua prisão preventiva. A 5ª Vara Criminal da Capital aceitou denúncia contra ele pela acusação de favorecimento e exploração da prostituição, formação de quadrilha e tráfico de pessoas. Veja também:  Homem é preso após negociar desinterdição de boate Bahamas O Tribunal de Justiça de São Paulo e o Superior Tribunal de Justiça negaram dois pedidos semelhantes anteriores. A relatoria está a cargo do ministro Carlos Ayres Britto, que se encontra em Assunção, no Paraguai, na reunião de preparação do Encontro de Cortes Supremas do Mercosul. Desta forma, a análise do habeas-corpus está a cargo do ministro Marco Aurélio. Para a defesa do empresário, a atitude da promotoria, ao pedir a prisão preventiva de Maroni, foi oportunista pois teria se aproveitado "do clamor público em razão do trágico acidente aéreo e da lacração e interdição do hotel 5 estrelas, em construção". Oscar Maroni Filho foi preso na última terça-feira, 14, acusado de favorecimento e exploração da prostituição, formação de quadrilha e tráfico de pessoas. Ele foi encontrado de pijamas num flat da região de Moema, na zona Sul da capital paulista.  Quase duas semanas antes, no dia 3 de agosto, fiscais da prefeitura interditaram o hotel Bahamas, dirigido por Maroni. Na ocasião, o próprio empresário afirmou que ali praticava-se "prostituiçãode luxo". Desde a prisão, Maroni busca recursos jurídicos para ser solto. Já teve dois pedidos negados pelo TJ-SP e STJ. Comunicativo, o empresário desde o início do processo buscou conquistar simpatia da opinião pública: disse que em São Paulo há 150 casas de prostituição sem fiscalização e até postou um vídeo no YouTube para protestar contra o prefeito Gilberto Kassab (DEM), com a música Fera Ferida ao fundo.

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