Maroni entra com pedido de habeas-corpus em São Paulo

Empresário está foragido desde que sua prisão preventiva foi declarada, na última segunda-feira

Felipe Maia, da Agência Estado,

08 de agosto de 2007 | 18h19

O advogado Thales Solon de Mello, um dos responsáveis pela defesa do empresário Oscar Maroni Filho, dono da boate Bahamas, na zona sul de São Paulo, entrou na tarde desta quarta-feira, 8, com um pedido de habeas-corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo para revogar o pedido de prisão preventiva decretado contra o empresário na última segunda-feira. Maroni é acusado pelo Ministério Público Estadual (MPE) de formação de quadrilha, tráfico de mulheres, exploração de prostíbulo e favorecimento à prostituição.   O empresário está foragido desde aquela data e, segundo o advogado, espera o julgamento da liminar, que pode demorar cerca de três dias, para decidir sobre seu futuro. A hipótese de se entregar às autoridades não está descartada.   No pedido de habeas-corpus, Mello alega que não há motivo para a decretação da prisão preventiva, já que Maroni não desrespeitou nenhuma determinação judicial e foi absolvido em todos os processos contra ele pelo mesmo crime. "No máximo seria caso de abertura de processo administrativo e contestação do alvará do prédio", afirmou o advogado.   Outro advogado de Maroni, Vladmir Silveira, espera que o Bahamas, lacrado desde a última sexta-feira, possa ser reaberto entre esta quarta e quinta. Ele está aguardando julgamento de liminar contra a decisão da Prefeitura, que lacrou o imóvel depois da veiculação de uma entrevista do empresário em que ele admite que na boate pratica-se "prostituição de luxo".   O local possui Termo de Consulta de Funcionamento (TCF) para a atividade de "serviço de hospedagem - hotel - restaurante e boate". A atividade "casa de prostituição de luxo" não é licenciada pela administração municipal.

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