Maroni acusa ex-funcionária de fazer denúncia falsa contra ele

Segundo o empresário, ele não pagou propina a policiais para impedir o fechamento de sua boate, o Bahamas

Marcelo Godoy, do Estadão,

10 de setembro de 2007 | 20h23

Preso desde 14 de agosto sob acusação de favorecimento e exploração de prostituição, formação de quadrilha e tráfico de mulheres, o empresário Oscar Maroni negou nesta segunda-feira, 10, ter subornado policiais civis para não fecharem o Clube Bahamas, na zona sul de São Paulo, do qual também é sócio. "Não paguei propina e me ferrei. Fui preso quatro vezes."   As suspeitas contra  Maroni surgiram após o depoimento de uma ex-funcionária do Bahamas ao Ministério Público Estadual (MPE). Segundo ela, que tem o nome protegido, o empresário teria "contratado" uma falsa blitz por R$ 50 mil. O objetivo era mostrar que se tratava de um hotel e não de uma casa de prostituição. "Lá dentro existe sexo sim. Mas, para ser casa de prostituição, as meninas têm que morar lá e serem exploradas, o que não acontece", afirmou Maroni. "Minha boate existe há 27 anos e fui absolvido sete vezes pela Justiça."   Maroni diz que quem o acusa é uma ex-funcionária do Bahamas, demitida por justa causa em agosto de 2003. O empresário afirma que a mulher, que trabalhava no departamento pessoal de suas empresas, furtou documentos. Eles faziam parte do prontuária da funcionária. Na época, Maroni procurou o 27º DP, onde diz ter prestado queixa de furto. "Ela disse que ia se vingar de mim", afirmou.

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