Maria da Penha, biofarmacêutica de 67 anos, inspiradora da lei que pune agressões contra a mulher

1. Na sua opinião, essa iniciativa poderá mesmo diminuir a incidência de casos de violência doméstica contra mulheres? Acho que pode aumentar o número de denúncias e incentivar as mulheres a deixar os agressores. Essa medida, pode, sim, ajudar a diminuir a violência contra mulheres.

O Estado de S.Paulo

19 de dezembro de 2012 | 02h03

2. Que outro benefício a senhora vê em um projeto assim? Vejo esse projeto como uma excelente iniciativa. Com certeza, as mulheres continuam vivendo com o homem que a agride porque não conseguem sair de casa. Ela se sente em um beco sem saída, não imagina como pode deixar o homem que a sustenta e tem medo até de não conseguir nem sequer sustentar seus filhos. É o medo de não ter comida, de ficar sem teto, sem condições mínimas para si e para os seus. É a indicação de um caminho para uma mudança de vida. Poderão aprender um trabalho e, a partir daí, começar uma nova trajetória. Essas mulheres poderão usar o apoio financeiro temporário para reerguer e reencaminhar as vidas.

3.Que tipo de cuidado é necessário para que o benefício chegue às pessoas certas? Não pode ser algo aleatório. A condição da mulher agredida deve estar comprovada. E depois tem de haver acompanhamento por parte de assistentes sociais ou integrantes das delegacias especializadas. / V.H.B.

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